ALFREDO MENEZES
O comentário político mais forte hoje em Mato Grosso é sobre a possiblidade de surgir uma frente de políticos para enfrentar politicamente Pedro Taques.
Já foi apelidada de frentona. Um resumo do que se comenta sobre o assunto.
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Muitos da política andam incomodados com a independência do Taques em seu relacionamento com a classe política.
Falam que deram um crédito a ele para indicar seus secretários e governar. Acreditavam que lá na frente a coisa mudaria e seriam chamados para ‘ajudar a governar‘, como sempre aconteceu em MT.
Em cima dessa imaginada insatisfação, Blairo Maggi e outros estariam construindo uma frente política para fazer o Taques conversar com eles.
Se não ocorrer, a frentona enfrentaria o Taques e o PSDB pelo estado na eleição deste ano. Eleição que balizaria a de 2018 para governador, senador e deputados.
Continua o falatório sobre o assunto ao dizer que Blairo Maggi não divide liderança. Mandou por 12 anos no estado e agora se sentiria incomodado com a independência do Taques.
A tal frentona seria para tentar diminuir a força dele com uma velada ameaça de enfretamento eleitoral este ano e em 2018.
Fariam parte dessa frentona o Blairo, Mauro Mendes, Wellington Fagundes, Sachetti, Bezerra e um monte deputados estaduais.
Fala-se ainda em Jaime Campos e até no Medeiros, senador do PPS. Que, ao acenarem para uma candidatura dele à prefeitura em Rondonópolis, seria para atraí-lo para o grupo e afastá-lo do Taques.
Não se sabe ainda o posicionamento do Percival sobre esse arranjo tanto da frentona como a de levarem o Medeiros, do mesmo partido dele, para ser candidato em seu lugar.
Mesmo com o perigo de jogarem o Percival para o outro lado querem ir em frente porque, é o argumento, precisam tirar o discurso populista da prefeitura de Rondonópolis representado hoje pelo Zé do Pátio e pelo próprio Percival.
Volta-se à frentona. Se o Taques aceitasse os termos dela talvez tivesse dificuldades em seu segundo mandato se for aceita uma tese do próprio Blairo. Disse ele que os acordos para uma reeleição inviabiliza o segundo mandato de qualquer um.
E se o PSDB e o Taques resolverem testar a força desse grupo na eleição deste ano?
E se lançam candidatos a prefeitos em Cuiabá, Rondonópolis, V. Grande e Sinop para testar a força de cada lado?
Mesmo com um enfrentamento neste ano nada impediria acerto político entrelados e pessoas para 2018.
Ou ainda gentes da frentona, já conhecendo os métodos do Blairo em usar pessoas em diferentes situações e momentos, podem compor com o Taques e o PSDB lá na frente.
Não esquecer que tem um ingrediente no suposto embate eleitoral de agora e de 2018.
A corrupção passou a ser o principal problema do país, mostrou pesquisa Datafolha. Acima até da saúde e da segurança.
A frentona, por ter gentes há mais tempo na política, estaria mais exposta do que o outro lado.














