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12 de Janeiro de 2016, 16h:54 - A | A

OPINIÃO /

A frentona

Muitos da política andam incomodados com a independência do Taques em seu relacionamento com a classe política

divulgação

Alfredo Menezes é historiador e analista político em Cuiabá.

Alfredo Menezes é historiador e analista político em Cuiabá.

ALFREDO MENEZES



O comentário político mais forte hoje em Mato Grosso é sobre a possiblidade de surgir uma frente de políticos para enfrentar politicamente Pedro Taques.

Já foi apelidada de frentona. Um resumo do que se comenta sobre o assunto.

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Muitos da política andam incomodados com a independência do Taques em seu relacionamento com a classe política.

Falam que deram um crédito a ele para indicar seus secretários e governar. Acreditavam que lá na frente a coisa mudaria e seriam chamados para ‘ajudar a governar‘, como sempre aconteceu em MT.

Em cima dessa imaginada insatisfação, Blairo Maggi e outros estariam construindo uma frente política para fazer o Taques conversar com eles.

Se não ocorrer, a frentona enfrentaria o Taques e o PSDB pelo estado na eleição deste ano. Eleição que balizaria a de 2018 para governador, senador e deputados.

Continua o falatório sobre o assunto ao dizer que Blairo Maggi não divide liderança. Mandou por 12 anos no estado e agora se sentiria incomodado com a independência do Taques.

A tal frentona seria para tentar diminuir a força dele com uma velada ameaça de enfretamento eleitoral este ano e em 2018.

Fariam parte dessa frentona o Blairo, Mauro Mendes, Wellington Fagundes, Sachetti, Bezerra e um monte deputados estaduais.

Fala-se ainda em Jaime Campos e até no Medeiros, senador do PPS. Que, ao acenarem para uma candidatura dele à prefeitura em Rondonópolis, seria para atraí-lo para o grupo e afastá-lo do Taques.

Não se sabe ainda o posicionamento do Percival sobre esse arranjo tanto da frentona como a de levarem o Medeiros, do mesmo partido dele, para ser candidato em seu lugar.

Mesmo com o perigo de jogarem o Percival para o outro lado querem ir em frente porque, é o argumento, precisam tirar o discurso populista da prefeitura de Rondonópolis representado hoje pelo Zé do Pátio e pelo próprio Percival.

Volta-se à frentona. Se o Taques aceitasse os termos dela talvez tivesse dificuldades em seu segundo mandato se for aceita uma tese do próprio Blairo. Disse ele que os acordos para uma reeleição inviabiliza o segundo mandato de qualquer um.

E se o PSDB e o Taques resolverem testar a força desse grupo na eleição deste ano?

E se lançam candidatos a prefeitos em Cuiabá, Rondonópolis, V. Grande e Sinop para testar a força de cada lado?

Mesmo com um enfrentamento neste ano nada impediria acerto político entrelados e pessoas para 2018.

Ou ainda gentes da frentona, já conhecendo os métodos do Blairo em usar pessoas em diferentes situações e momentos, podem compor com o Taques e o PSDB lá na frente.

Não esquecer que tem um ingrediente no suposto embate eleitoral de agora e de 2018.

A corrupção passou a ser o principal problema do país, mostrou pesquisa Datafolha. Acima até da saúde e da segurança.

A frentona, por ter gentes há mais tempo na política, estaria mais exposta do que o outro lado.

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