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20 de Setembro de 2017, 09h:11 - A | A

NACIONAL / INTERNACIONAL

Terremoto de magnitude 7,1 deixa 217 mortos no México

Entre os mortos na capital federal estão 21 crianças e quatro adultos no desabamento da escola primária Enrique Rebsamen

Divulgação

Equipes de resgate procuram crianças em escombros de escola que ruiu na Cidade do México

Equipes de resgate procuram crianças em escombros de escola que ruiu na Cidade do México

EXTRA GLOBO



O forte terremoto que atingiu o México nesta terça-feira deixou ao menos 217 mortos, edifícios destruídos e pilhas de escombros na capital e em mais cinco estados. Segundo a Defesa Civil mexicana, o tremor de 7,1 graus de magnitude matou ao menos 86 pessoas na Cidade do México, 43 em Puebla, 12 no Estado do México, quatro em Guerrero e uma em Oaxaca. A 120 quilômetros da capital, o forte tremor sacudiu a cidade, deixando rastros de destruição como prédios danificados, escombros de desabamento e pessoas feridas. Segundo a Prefeitura da Cidade do México, são pelo menos 49 os prédios que desabaram nas zonas do centro e do sul da capital. O aeroporto da capital mexicana suspendeu as atividades aéreas após o tremor.

Entre os mortos na capital federal estão 21 crianças e quatro adultos no desabamento da escola primária Enrique Rebsamen, onde 20 alunos seguem desaparecidos.

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O abalo sísmico ocorre no mesmo dia em que se relembra o 32º aniversário do violento terremoto que arrasou o México em 1985, com milhares de mortos. As autoridades mexicanas realizaram nesta terça-feira uma grande simulação de terremoto no país inteiro, uma ação realizada anualmente na data.

O Serviço Sismológico Nacional do México informou que a magnitude do tremor foi de 7,1 na escala Richter, às 13h14 (horário local), com epicentro a 12 quilômetros a sudeste de Axochiapan, no estado de Morelos, com 57 km de profundidade. Inicialmentem o Serviço Geológico dos Estados Unidos relatou uma magnitude de 7,4.

O tremor também foi sentido em Oaxacla, uma das zonas mais afetadas pelo terremoto que atingiu o país em 7 de setembro, de magnitude 8,1, deixando 98 mortos e 200 feridos.

O presidente mexicano Enrique Peña Nieto anunciou no Twitter que convocou a Comissão Nacional de Emergência para avaliar a situação e coordenar ações de resgate. Ele afirmou que ativou o "PlanMX", um plano federal para proteger patrimônio e cidadãos mexicanos de todo o território em situações emergenciais.

Assim como em 1985, dezenas de civis se transformaram em socorristas improvisados para buscar sobreviventes entre os escombros, em meio a aplausos quando conseguiam tirar uma pessoa com vida. O governo disponibilizou 3.400 soldados para resgates na Cidade do México.

Em Puebla, ao menos 15 mil pessoas ficaram desalojadas no centro da cidade diante do risco de desabamentos após o tremor. De acordo com a fornecedora estatal de eletricidade CFE, ao menos 3,8 milhões de mexicanos estão sem acesso à energia.

Pessoas ficaram presas dentro de várias construções que se incendiaram na Cidade do México, disse uma autoridade de proteção civil à TV local. A televisão mexicana e as mídias sociais mostraram que alguns edifícios desabaram e carros ficaram esmagados por enormes blocos de concreto.

O acúmulo de pessoas nas ruas e o corte de eletricidade, que deixou sem funcionar os sinais de trânsito, provocam um caos no tráfego do centro. Na zona de Roma-Condesa, popular com seus bares e restaurantes, também desabou uma escola, que esmagou ao menos dois carros.

— Chegamos ao colégio e todo mundo estava chorando, todo mundo ficou desesperado e as crianças ficaram agarradas a uma corda — contou à AFP Jorge López, de 49 anos, que estava com os filhos de 6 e 3 anos.

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