JOSÉ MARIA TOMAZELA
TERRA
A Polícia Militar prendeu neste domingo, 18, o empresário de mineração Dirceu Santos Frederico Sobrinho, conhecido como "rei do ouro", durante uma blitz, em Moema, na zona sul da cidade de São Paulo. Contra Sobrinho havia uma ordem de prisão temporária expedida pela Justiça Federal de Porto Velho, em Rondônia, em um processo sigiloso que apura a extração ilegal de ouro em terras indígenas na Amazônia.
Frederico Sobrinho, que é também presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), entidade de defesa dos garimpeiros, foi levado para a superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde ficou detido.
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Em maio, a Polícia Federal apreendeu, na Rodovia Castelo Branco, em Itu, um carregamento de 77 kg de ouro, avaliado em R$ 23 milhões, que era transportado para uma das empresas de Sobrinho, a FD Gold, distribuidora de valores com sede na Avenida Paulista, na capital. Na época, o empresário gravou um vídeo afirmando que o metal tinha sido extraído legalmente de lavra garimpeira concedida, não pertencendo a terras indígenas, nem a garimpos ilegais.
O episódio chamou a atenção porque as barras de ouro eram escoltadas por quatro policiais militares, entre eles um tenente-coronel da Casa Militar, órgão do gabinete do governador, responsável pela segurança do Palácio dos Bandeirantes. Quando a apreensão aconteceu, o oficial da PM estava licenciado do cargo. Naquela oportunidade, os policiais alegaram que apoiavam o transporte de valor para uma empresa devidamente legalizada.
As barras de ouro foram transportadas em um avião turboélice do empresário que estava bloqueado pela Justiça e não poderia voar, por isso era monitorado pela PF. A aeronave pousou no aeroporto de Sorocaba, onde o metal foi transferido para um carro e era levado para a capital.
A PF abriu inquérito para averiguar se houve prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação dolosa. Leia mais em TERRA
















