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Cuiabá, 10 de Junho de 2026
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23 de Setembro de 2021, 10h:40 - A | A

NACIONAL / LAUDO CONCLUSIVO

IML aponta o que matou ator achado com saco plástico na cabeça

Segundo informações da Polícia Civil, o ator usou um saco plástico na cabeça para tentar aliiviar a ansiedade, reproduzindo a técnica de re-respiração

EXTRA GLOBO



O ator Luiz Carlos de Araújo, encontrado morto com um saco na cabeça no último dia 11 em seu apartamento em São Paulo, morreu por acidente, de acordo com o Instituto Médico Legal. A causa da morte foi asfixia e uso de drogas. 

Luiz Carlos tinha 42 anos e ficou conhecido do público por sua participação na novela "Carinha de anjo", do SBT. Ele também atuou em musicais como "Tieta do Agreste" e "Lisbela e o Prisioneiro - Um musical circense e lilás". Seu corpo foi encontrado sem vida em casa, por um amigo e pela polícia, após deixar de responder mensagens por dias.

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Segundo informações da Polícia Civil, o ator usou um saco plástico na cabeça para tentar aliiviar a ansiedade, reproduzindo a técnica de re-respiração, que consiste em colocar um saco na boca e assoprá-lo. Só que Luiz acabou sendo asfixiado, o que descarta a hipótese de crime, já que o corpo também não tinha marcas de violência.

"Tal prática pode ter como complicação a asfixia por confinamento", diz a nota divulgada pela 1ª Delegacia Seccional Centro, que investiga a morte de Luiz Carlos, sobre o laudo do IML.

Segundo a delegacia, a perícia médica informou que essa asfixia associada ao uso de antidepressivos, bebida alcoólica e cocaína fizeram com que o ator perdesse a consciência levando-o a "morte acidental".

Amigos não perceberam qualquer sinal de depressão no ator. A porta do apartamento estava fechada por dentro (tanto que a polícia precisou da ajuda de um chaveiro) e nenhuma câmera gravou a entrada de qualquer pessoa no imóvel.

Segundo o "G1", a polícia ainda precisa colher depoimentos de pessoas próximas ao ator e receber o laudo do Instituto de Criminalística sobre o local onde o corpo foi encontrado no apartamento. Se concluir que a morte foi, de fato, acidental, o Ministério Público deve pedir o arquivamento do caso.

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