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10 de Julho de 2014, 15h:00 - A | A

JUDICIÁRIO / EFEITO ARARATH

Desembargador Ítalo Mendes se declara suspeito para julgar Hábeas Corpus de Eder

Pedido será analisado pelo desembargador Mário César Ribeiro

Divulgação

Eder Moraes, que continua preso na Papuda desde o dia 20 de maio

Eder Moraes, que continua preso na Papuda desde o dia 20 de maio

LAICE SOUZA
DA REDAÇÃO



O desembargador Ítalo Mendes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região se declarou suspeito para julgar pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder de Moraes Dias. No andamento processual não há informações sobre os motivos que levaram o desembargador mato-grossense a se declarar suspeito. 

O habeas corpus de Eder foi distribuído no dia 7 de julho. No dia 8 Ítalo Mendes já se posicionou sobre a suspeição e agora o habeas corpus, que foi redistribuído, está sob a responsabilidade do desembargador Mário César Ribeiro.

Ainda não há nenhuma decisão sobre o pedido feito pela defesa do ex-secretário, que é conduzida pelo advogado Paulo Inácio Dias Lessa.

Ainda não há nenhuma decisão sobre o pedido feito pela defesaque é conduzida pelo advogado Paulo Lessa.

O ex-secretário de Fazenda do Estado está preso desde o dia 20 de maio, no presídio da Papuda em Brasília. Ele é acusado de ser o principal operador de um “banco clandestino”, que realizava empréstimos de dinheiro para autoridades públicas e empresas, que era comandado pelo empresário Júnior Mendonça, que delatou todo o esquema a Polícia Federal.

No dia 29 de maio ele conseguiu um habeas corpus do ministro Dias Toffoli, mas não foi suficiente para livrá-lo da cadeia. Ele até chegou a ser soltou, mas pesava contra ele outra decisão da Justiça Federal de Mato Grosso, do juiz Jeferson Schneider. Eder ficou dois dias em liberdade e foi reconduzido a carceragem da Papuda.

Desde a prisão, Eder tenta reverter à decisão de Schneider, sem sucesso.

ACUSAÇÕES CONTRA EDER

O ex-secretário de Fazenda, único que está preso, foi apontado por Mendonça como o principal operador do “banco clandestino”, por ele ilegalmente operado, por meio da factoring Global Fomento e Comercial Amazonia de Petróleo.

Eder teria agido de forma reiterada como um “verdadeiro operador financeiro do esquema mantido como os recursos de Júnior Mendonça”, atendendo a interesses de “pessoas ligadas ao grupo do ex-secretário”. 

O dinheiro movimentado teria como uma das finalidades, segundo Mendonça, financiamento de campanha eleitoral. O delator também afirmou que Eder como o verdadeiro operador do esquema financeiro ilegal, teria agido a “mando e no interesse de Blairo Maggi (na época governador do Estado) e Silval Barbosa (na condição de vice-governador do Estado).

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