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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2022, 19h:00

Pais de estudante atropelado e morto em Cuiabá pedem justiça: “Assassinos continuam livres”

Laura Albuquerque e Glauco Corrêa da Costa usaram as redes sociais para demonstrar descontentamento e clamar por justiça.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT

Reprodução

Pais de estudante de veterinária atropelado pedem justiça

Os pais do jovem Frederico Albuquerque Siqueira Correa da Costa, morto aos 21 anos ao ser atropelado por um Honda City, na madrugada do último dia 02, enquanto estava em um bar, próximo à Universidade de Cuiabá (Unic), na Avenida Beira Rio, protestaram pelo fato de os envolvidos no acidente ainda estarem em liberdade.

Nas redes sociais, Laura Albuquerque e Glauco Corrêa da Costa relembraram o acidente. “Hoje tem 20 dias que assassinaram nosso menino Frederico”, diz trecho da postagem.

“Enquanto choramos pela perda, pela ausência e pela vida ceifada de um garoto cheio de planos, a vida continua para eles. Os assassinos continuam livres. Alguém conhece pelo menos os rostos deles?”, questionam na publicação.

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Câmeras de segurança gravaram o atropelamento de Frederico. Ele estava em uma distribuidora de bebidas, quando foi até a beira da avenida, onde um carro estava estacionado e algumas pessoas estavam por perto, quando acabou atropelado.

Após a colisão, a motorista do carro fugiu sem prestar socorro. Para os pais do jovem, os ocupantes do veículo assumiram o risco de matar. “Pela imprudência, por dirigir um carro sem habilitação, ter ingerido bebida alcoólica e dirigir em alta velocidade”.

“Clamamos por Justiça. Esses dois assassinos têm que estar na cadeia, e não usufruindo de liberdade”, disseram.

Laura e Glauco também protestaram contra as leis de trânsito. “Esse tipo de crime precisa ser alterado no Código Penal e de Trânsito, e gerar um indiciamento direto. No Brasil, quantos casos como esse existem e os assassinos ficam livres, buscando formas e falcatruas de se livrarem da prisão”.

Na semana após o acidente, o dono do carro, identificado como Diogo Pereira Fortes, 33 anos, alegou que uma amiga dirigia seu veículo no momento do acidente e que não retornou por medo de ser linchado.

Ele disse que comia um lanche no banco do carona, quando sentiu um impacto, mas não conseguiu ver o que havia acontecido. Quando questionou a acompanhante, ela afirmou ter batido em outro veículo. Ainda de acordo com ele, a mulher havia insistido para dirigir e o fez, mesmo "sem sua autorização".

A mulher também prestou depoimento. O advogado de defesa da jovem alegou que a versão apresentada por Diogo é uma ‘meia verdade’. “Ele sabia que ela não tinha CNH, permitiu que ela conduzisse o carro”.

O defensor disse ainda que a mulher assumiu a direção do veículo, por não ter ingerido bebida alcoólica. “Não estava alcoolizada, ela estava dirigindo justamente por causa disso, porque não tinha ingerido [bebida alcoólica]”, afirmou.

A Polícia Civil segue investigando o acidente.