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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
17 de Junho de 2026

10 de Junho de 2018, 11h:00 - A | A

GERAL / LEGADO DA COPA

VLT vira pesadelo para Cuiabá e VG; obra não tem previsão de retomada

As obras estão paradas desde dezembro de 2014. Com o contrato entre Estado e Consórcio VLT rescindido em 2017, o Governo prepara novo edital para definir quem vai retomar as obras.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO



Quatro anos após a realização da Copa Do Mundo, em Cuiabá, as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que foram apresentadas como o modal ideal de transportes e nas quais foram investidos R$ 1,066 bilhão de dinheiro público, ainda não têm previsão de quando serão retomadas e concluídas. A obra virou um pesadelo para o povo cuiabano e várzea-grandense. 

A Secretaria de Estado de Cidades (Secid-MT) articula o lançamento de um novo edital para escolher a empresa que dará continuidades aos trabalhos, já que o Consórcio VLT foi judicialmente apontado como inidôneo, pelo fato do ex-governador Silval Barbosa ter declarado que houve esquema de propina na contratação.

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O VLT é considerado um dos empreendimentos de maior relevância e com maior impacto físico e orçamentário para o Estado. O custo inicial apresentado foi de R$ 1,477 bilhão.

O secretário-adjunto de Obras do Veículo Leve sobre Trilhos, José Piccolli Neto afirmou ao que o restante dos valores para concluir a obra já estão disponíveis, porém o Governo precisa definir quem vai retomar a obra.

“Estamos concluindo a licitação, que ainda não definimos se vai ser normal ou por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), Regime Geral Licitatório (RGL) ou Parceria Público Privada (PPP). O edital está praticamente pronto, faltam alguns detalhes apenas e ainda este ano deve ser lançado”, explicou o secretário-adjunto da Secid.

A nova licitação, que será aberta para empresas nacionais e internacionais, está sendo elaborada.

“Estamos concluindo a licitação, que ainda não definimos se vai ser normal ou por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), Regime Geral Licitatório (RGL) ou Parceria Público Privada (PPP). O edital está praticamente pronto, faltam alguns detalhes apenas e ainda este ano deve ser lançado”, explicou o adjunto.

A Secid informou que têm em caixa R$ 193,4 milhões para dar início à retomada das obras. A expectativa é que a retomada ocorra em 2018 e que o prazo de conclusão seja de até 24 meses.

O adjunto aponta que a operação do modal é a maior preocupação do Governo e o valor da tarifa deve ser equivalente à praticada nas linhas de ônibus.

“Antes de qualquer coisa temos que definir como será a operação deste modal, quem vai dar manutenção, quem vai operar os trens, cuidar, limpar os trens, cobrar as tarifas. As tarifas têm que ter o mesmo valor do ônibus, com um sistema que funcione com o serviço de integração”, disse Piccolli.

RepórterMT

Prainha VLT

Canteiro vai receber árvores

Na semana passada o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, começou a "enterrar" o sonho/pesadelo deixado pelo ex-governador Silval Barbosa. A prefeitura começou obras para plantar árvores no canteiro por onde passariam os trilhos do modal. 

 

Impasses sobre trilhos

O contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido de forma unilateral em agosto de 2017, após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.

A decisão foi tomada pelo governador Pedro Taques (PSDB), após a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal apontar que houve o pagamento de R$ 18 milhões em propina ao ex-governador para que as empresas fossem beneficiadas na licitação.

O Governo instaurou uma Comissão de Processo Administrativo, composta por membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Secretaria das Cidades (Secid) e Controladoria Geral do Estado (CGE), apurou ocorrência de práticas caracterizadoras desta rescisão contratual, como atos de inidoneidade consistentes no pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, subcontratação com irregularidade e cumprimento irregular de cláusulas do contrato.

O material rodante é armazenado pelo Consórcio VLT, que realiza manutenções mensais nos equipamentos.

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Carlos Nunes 10/06/2018

Vende antes que ninguém queira comprar...antes que fique Depreciado e Obsoleto, aí não vão querer nem de graça. O jornal da Band mostrou várias reportagens sobre o Japão, entre elas o novo VLT solar. O nosso, espanhol, é elétrico... os sites da Capital já informaram que, quando as composições do VLT estiverem funcionando, de VG ao CPA, e do Centro além do Coxipó, indo de lá pra cá, 24 horas por dia, 365 por ano, vão consumir de energia elétrica o que consome uma cidade com 90 mil habitantes. É energia elétrica pra burro. A Energisa vai encher os bolsos até fofar. Não tem nem dinheiro pra Saúde, vai ter pra pagar conta de energia milionária? O povo não vai aceitar preço de passagem do VLT, que será rateado com os ônibus, que cubra os custos e prejuízos do negócio...de jeito nenhum.

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1 comentários