CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
Pandemia, a mudança do VLT para o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, em inglês), discussões com o funcionalismo público, ICMS e obras de infraestrutura movimentaram o ano de 2021 no Governo de Mato Grosso, sob a gestão de Mauro Mendes (DEM).
Enquanto a pandemia da covid-19 teve seus altos e baixos, e se manteve em uma queda estabilizada por muitos meses, o governo chegou a negociar a compra de 1,2 milhão de vacinas Sputnik, fabricadas na Rússia. O objetivo era sair na frente e vacinar os mais de três milhões de moradores do Estado em curto prazo, mas findado o ano de 2021, até hoje a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou a importação do fármaco.
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Mauro chegou até a negociar 500 milhões de vacinas Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, de São Paulo, mas a compra também não se concretizou. Isso porque as vacinações começaram no dia 18 de janeiro e, à altura das negociações, em meados de 2021, já havia expectativa de que o Ministério da Saúde conseguiria distribuir vacina para todos. O estado fecha o ano com quase 70% da população completamente imunizada.
Quando houve crescimento de casos da covid-19, em meados de março, o governo propôs um “feriadão”, ou seja, emendar os feriados do ano em uma única semana, para garantir a diminuição de circulação de pessoas. Contudo, os deputados da Assembleia Legislativa rejeitaram a proposta.
Mauro, então, baixou decretos estabelecendo as classificações de risco para os municípios, com determinadas orientações, e criou uma multa para quem descumprisse medidas de biossegurança, como uso de máscaras e distanciamento social. As medidas foram revogadas já próximas ao final, em função da queda nos números.
A pandemia também resultou em medidas econômicas por parte do governo, com a intenção de amenizar a crise financeira sentida pela população. Ao longo do ano, o governador anunciou isenção do IPVA para segmentos como vans escolares, bares, restaurantes e turismo, e concedeu linhas de crédito, via a agência de fomento Desenvolve MT, com aporte total de R$ 55 milhões.
O governo também deu um auxílio financeiro para os professores da rede pública comprarem notebooks e arcarem com os custos de internet, visto que as aulas ainda estavam sendo desenvolvidas de forma online até o mês de agosto, e anunciou, em meados de setembro, um pacote de redução de ICMS em setores como a energia elétrica, comunicação, gasolina e diesel e gás industrial.
Nas áreas de infraestrutura, Mauro assinou, no mês de setembro, contrato com a empresa Rumo Logística para a construção da Ferrovia Senador Vicente Vuolo, uma extensão da Ferronorte, que ligará os municípios de Rondonópolis, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. A expectativa é que o primeiro terminal já entre em funcionamento em 2025.
Além de diversas obras de portes menores, que foram anunciadas ao longo de 2021, como construção de escolas e estradas, o governo anunciou a construção do Parque Novo Mato Grosso, que ficará localizado entre os municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães. O espaço será multiuso, estacionamento para mais de 12 mil veículos, espaço para shows com até 100 mil pessoas, kartódromo, pistas de motocross, de skate, ciclismo, bicicross e caminhada, além de toda a área do parque, que compreende 300 hectares.
Mauro também deu seguimento à intenção de trocar o VLT pelo BRT, em Cuiabá, e anunciou que o Governo iria quitar as dívidas firmadas com a Caixa Econômica, à época do VLT, e executaria o BRT. O edital para a implantação do novo modal foi publicado na primeira quinzena deste mês de dezembro, e tem previsão de obra calculada em dois anos.
Já com o funcionalismo público, Mauro encontrou certa resistência dos servidores ao não querer negociar o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) em patamares próximos à inflação, bem como teve desgaste durante as discussões sobre as mudanças na regra da previdência estadual.
Contudo, o governador finalizou o ano anunciando redução na alíquota para militares e aumento da RGA para 7%, a partir de janeiro. Quanto à previdência dos aposentados e pensionistas, um acordo com a Assembleia garantiu isenção de R$ 3,3 mil para aqueles que recebem até R$ 9 mil de benefício.