CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques afirmou à imprensa que as 86 escolas em obras não serão prejudicadas por causa do escândalo de fraudes em licitações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) desmantelado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira (03), que culminou com a prisão preventiva de três servidores e um empresário. “Não prejudica em absoluto”, asseverou o governador.
"Mas esses contratos passarão sim por uma nova checagem para saber de que maneira estão em andamento, sem prejuízo do término da obra", frisou Taques.
“Nós temos hoje em andamento na Secretaria de Educação 86 obras. O ideal seria que nós tivéssemos 753 porque nós temos 753 escolas. Mas esses contratos passarão sim por uma nova checagem para saber de que maneira estão em andamento, sem prejuízo do término da obra porque o aluno, o cidadão quer uma escola adequada e de qualidade”, disse Taques.
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“O meu sonho é que nós tivéssemos empresas zeradas participando de processo licitatório, só que existem contratos a ser cumpridos", pontuou.
De acordo com o governador, muitas reformas partem de visitas que ele faz às unidades escolares, onde conhece a realidade e determina as melhorias que devem ser feitas. “Eu visitei 66 escolas. Nas escolas que eu visitei eu vou ao banheiro, vou à quadra, converso com os alunos e digo: secretário, nessa escola eu quero que reforme isso e aquilo. E isso vai sendo reformado. Podem ficar tranquilos que nós não teremos prejuízo na continuidade do trabalho”.
Para impedir que novos episódios de corrupção ocorram na condução de obras em outras escolas, o governador determinou que o secretário-chefe de governo, José Arlindo, assuma interinamente a pasta, juntamente com a Auditoria e a controladoria Geral do Estado para vasculhar os contratos existentes e detectar como as falhas ocorreram. “Qual é o nosso objetivo? Primeiro, saber efetivamente o que ocorreu, o que foi a falha nesse processo de controle e responsabilizar quem cometeu isso e não permitir que tenhamos prejuízo”, explicou Taques.
Questionado se os contratos com as empreiteiras fraudulentas não poderiam ser cortados pelo Estado, Pedro Taques disse que “governador pode muita coisa, mas não pode tudo”. “O meu sonho é que nós tivéssemos empresas zeradas participando de processo licitatório, só que existem contratos a ser cumpridos. O governador não pode romper contratos se não tiver motivo. A lei não permite isso”.















