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Cuiabá, 07 de Junho de 2026
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22 de Março de 2021, 08h:18 - A | A

GERAL / COLAPSO DA SAÚDE

Sindmed pede lockdown em MT: Adiar medida vai trazer desgraça à população

Sindicato dos Médicos de MT afirma que decisão de tomar lockdown vem com atraso quando for tomada

FELIPE LEONEL
DA REDAÇÃO



O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindmed/MT) pediu que o governador Mauro Mendes (DEM) decrete lockdown em todo estado para reduzir o número de infecções pelo coronavírus. O sindicato alerta que o adiamento do lockdown pode trazer ainda mais desgraças à população.

Hoje, o sistema de saúde no Estado de Mato Grosso está colapsado. Conclui-se que essa medida de quarentena ou lockdown já vem com atraso considerável. Adiar ainda mais essa decisão pode trazer ainda mais desgraças às famílias mato-grossenses”, diz a nota.

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O Sindmed ainda critica os gestores públicos por não terem planejado o setor da Saúde para enfrentamento da crise sanitária. Alega que em um ano de pandemia e seis meses após a primeira curva pouco foi feito para garantir que a população tenha assistência à saúde.

O Sindicato alerta que se não forem tomadas essas medidas para conter a propagação do vírus, as pessoas vão morrer sem assistência médica e isso é uma situação extrema que pode inclusive sobrecarregar o sistema funerário”, afirma.

LEIA NA ÍNTEGRA:

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso- Sindimed-MT vem a público exigir um posicionamento dos governantes de caráter mais restritivo e imediato, como medida para diminuir a infectividade pelo coronavírus.

As pessoas que hoje necessitam de uma vaga em enfermaria ou em uma unidade de terapia intensiva se contaminaram há cerca de 10 a 25 dias atrás. Hoje, o sistema de saúde no Estado de Mato Grosso está colapsado. Conclui-se que essa medida de quarentena ou lockdown já vem com atraso considerável. Adiar ainda mais essa decisão pode trazer ainda mais desgraças às famílias mato-grossenses.

A utilização de medidas mais restritivas tem o objetivo de interferir na cadeia de transmissão do vírus para aliviar os serviços de saúde, dando tempo de reestruturá-los e manter a assistência adequada à população. Vale ressaltar que essa reestruturação já deveria ter sido planejada com antecedência, considerando mais de um ano de pandemia e seis meses da primeira curva. Nesse primeiro momento os gestores deveriam ter treinado profissionais de saúde, expandindo o número de leitos de UTIs, construído um hospital de campanha e mais locais de atendimento de forma descentralizada. Mas não se organizaram, não planejaram.

O Sindicato alerta que se não forem tomadas essas medidas para conter a propagação do vírus, as pessoas vão morrer sem assistência médica e isso é uma situação extrema que pode inclusive sobrecarregar o sistema funerário.

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