RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindmed-MT) rebateu, nesta segund-feira (15), as criticas do secretário de Governo e Comunicação de Cuiabá, Kleber Lima, sobre as reais motivações que levaram cerca de 700 médicos da rede municipal de saúde indicar greve a partir de terça-feira (16). Para a presidente do sindicato Eliana Maria Siqueira Carvalho, o secretário tenta tirar o foco sobre os diversos problemas enfrentados pelos profissionais, principalmente, em relação à falta de médicos, utensílios básicos e a equiparação salarial.
A Prefeitura de Cuiabá disse estranhar tantas greves em um curto período de tempo. Garante que já atendeu a maior parte das exigências dos médicos.
A Prefeitura de Cuiabá disse estranhar tantas greves em um curto período de tempo. Garante que já atendeu a maior parte das exigências dos médicos. Em relação ao reajuste salarial afirma não ser possível, porque o município não teria como arcar com salários de R$ 11 mil.
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“O secretário diz que o que prefeito Mauro Mendes atendeu nossas reivindicações, mas o caos na saúde está aí para provar, espera de 12 a 13 horas nos atendimentos, basta olhar nas unidades de saúde. Somos nós [médicos] que presenciamos o sofrimento da população todos os dias”, disse.
A Prefeitura realizou concursos para 85 médicos, mesmo assim o sindicato afirma não ser suficiente.
“Destes médicos apenas dois são clínicos-gerais e dois pediatras, o que não corresponde às necessidades do SUS. Especialistas são importantes, mas a nossa necessidade hoje são de clínico-gerais e pediatras”, conclui.
Nesta segunda (15) a Prefeitura e o Sidmend-MT devem se reunir para tentar um novo acordo. Caso a greve seja mantida apenas os casos de urgência e emergência serão atendidos, o que representa um corte de 70% no número de atendimentos diários. No mês passado, os médicos também deflagraram greve, mesmo após a Justiça declarar ilegal.









