Mayara Michels/RepórterMT

Do início ao final da tarde, mais de mil servidores saíram da praça das Bandeiras, na avenida do CPA, passaram pela frente do gabinete do governador e seguiram para a Assembleia Legislativa.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Insatisfeitos com o governo do Estado, que já anunciou não ter condições de pagar o reajuste anual de 11,28%, nesta campanha salarial de 2016, os servidores estaduais reunidos em Assembleia Geral, na tarde desta terça-feira (10), não deliberaram por greve, embora houvesse esta possibilidade, para esperar até a próxima quinta-feira (12).
Isso porque os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), Wancley Carvalho (PV), Guilherme Maluf (PSDB) e Janaína Riva (PMDB), que estiveram na manifestação, se comprometeram em conversar com o governador Pedro Taques (PSDB), nas próximas 48 horas, em uma nova tentativa de convencê-lo a atender o apelo dos servidores.
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Taques, por sua vez, através da equipe econômica, disse em entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira, que o reajuste não será dado por uma questão de responsabilidade fiscal e que a Lei da Revisão Geral Anual (RGA) diz também que, em caso do Estado ultrapassar o limite fiscal, cai a obrigação de conceder o reajuste.
Janaína Riva, que é a principal oposição à Taques na Assembleia Legislativa, afirmou, no palanque da manifestação, que “isso é conversa para boi dormir”, estimulando os manifestantes a “não desistir dos seus direitos”.
Do início ao final da tarde, mais de mil servidores saíram da praça das Bandeiras, na avenida do CPA, passaram pela frente do gabinete do governador e seguiram para a Assembleia Legislativa, marcando posição no Centro Político Administrativo, com carro de som e faixas.
Um dos servidores que estavam na manifestação, Airlon Oliveira Lima, analista administrativo da área meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), cobrou do governo do Estado, “que se diz legalista”, um outro olhar para a Constituição e as leis que tratam da vida dos servidores públicos. “Não somente quanto a RGA, mas outras questões, que ele anda barrando, sem dizer o por quê disso e o servidor está sendo prejudicado desde o ano passado”.
Irritada, a servidora da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso, Adriele Campos de Arruda, disse ao
que “a luta é contra essa injustiça, que é conceder reajuste para todos os outros poderes menos o Executivo”.





























NILSON 11/05/2016
Devolve os professores concursados da SEDUC , que estão fora da sala de aula (lotados na sede), para as escolas, com isso reduz os gastos com as atuais contratações, e aí sobra dinheiro para pagar o RGA de quem realmente trabalha!!!!
Cleber 10/05/2016
Senhores Deputados Estaduais, Vossas Senhorias são os Fiscais dos acontecimentos no governo MT, usem da defesa aos Servidores Públicos, fazendo valer o poder de negociação, pois o governo não está negociando e sim impondo seu ponto de vista. Peça ao Governo fazer o Decreto de Suplementação de Verbas e aprovem o nosso reajuste de 11,28%, pois sabemos que MT têm e terá Receita para pagar os compromissos. Fica a pergunta, como estão sendo geridos os Recursos de MT?
2 comentários