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Vereadora Lueci é presidente do Conselho Municipal da Mulher e afirma que os índices de abuso sexual e outras violências contra a mulher estão muito altos em Cuiabá
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Para reduzir o número de estupros e outras violências contra as mulheres, a vereadora Lueci Ramos (PSDB), propôs na Câmara de Cuiabá um projeto de Lei, aprovado em primeira votação e ainda em trâmite na Casa, que permite às usuárias do transporte coletivo pedir parada em qualquer lugar da cidade, dentro do itinerário da linha, após às 21 horas.
O projeto já tem nome e chama “Parada Segura”.
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Dados da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher repassados à assessoria da vereadora apontam que, em 2014, 32 mulheres foram vítimas de abuso sexual à noite, depois de descerem do ônibus, na capital. Este ano, de janeiro a março, em diversas situações, já foram registrados 33 casos.
"Muitas mulheres são violentadas sexualmente nessa trajetória. Isso pode ser evitado"
A vereadora Lueci é presidente do Conselho Municipal da Mulher e afirma ter preocupações com várias questões feministas e esta seria uma delas.
O projeto tem o apoio da defensora pública Rosane Leite, presidente do Conselho Estadual da Mulher. “As mulheres têm medo de andar sozinhas à noite”, comenta. Embora muitas delas sejam obrigadas a enfrentar este problema, porque trabalham até tarde ou trabalham e estudam.
“O que vale mais? Ações afirmativas para diminuir delitos graves ou um gasto pequeno a mais?”
“Muitas mulheres são violentadas sexualmente nessa trajetória. Isso pode ser evitado com uma parada segura”, argumenta a defensora. “Além disso, não haverá ônus às empresas”.
A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU), que articula as empresas concessionárias do serviço na capital, veem algum ônus nessa iniciativa. Através da Assessoria de Imprensa, a AMTU explica que quanto mais os veículos param mais gastam combustível e, como todos os gastos do setor são contabilizados e colocados em planilha, este também será verificado.
“O que vale mais? Ações afirmativas para diminuir delitos graves ou um gasto pequeno a mais?”, rebate a defensora Rosana Leite.
O projeto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e irá tramitar pelas demais comissões, voltando para votação final. Se aprovado novamente, ainda restará ao prefeito Mauro Mendes (PSB) sancionar, ou não, a proposta para que vire lei municipal.








