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29 de Junho de 2022, 12h:40 - A | A

GERAL / FESTIVAL DE PESCA

Prefeitura de Cáceres vai pagar R$ 1,155 milhão por shows nacionais

Evento será realizado entre 13 e 17 de julho e terá Luan Santana como uma das atrações

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



A Prefeitura de Cáceres (220 km de Cuiabá) vai gastar R$ 1,155 milhão para custear os shows de atrações nacionais que participarão da 39ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva (Fipe), evento realizado entre os dias 13 e 17 de julho. 

De acordo com a agenda divulgada pela administração local, estão confirmadas as presenças de Luan Santana, cuja apresentação vai custar R$ 350 mil; do cantor evangélico Anderson Freira, que cobrou R$ 120 mil; do padre católico Alessandro Campos, com cachê de R$ 150 mil; do cantor sertanejo Zé Felipe, que cobrou R$ 350 mil; além da banda Titãs, com cachê de R$ 185 mil.

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Os valores constam no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso, publicado pela Associação Mato-grossense de Municípios. 

O patrocínio público sempre ocorreu, mas chama a atenção agora diante da discussão sobre destinação de dinheiro público para custear shows nacionais. O tema tem tomado tanta proporção que o governador Mauro Mendes (União Brasil) prepara um projeto que limitará os recursos públicos e emendas parlamentares somente para artistas mato-grossenses, sem uso de recurso público para shows de artistas nacionais.

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Em contato com o Repórter MT, o secretário de Turismo e Cultura de Cáceres, Cláudio Henrique Donatoni, explicou que todas as edições do evento foram realizadas pela administração pública municipal. Além disso, o Governo do Estado destinou 1,5 milhão para a estrutura e premiação do evento e que estava previsto mais R$ 1,15 milhão destinado pela Assembleia Legislativa, mas que em decorrência do curto período para organizar o evento esse valor não será enviado agora, ficando à disposição do município para próximos eventos culturais.

“O festival de pesca foi pensado para valorizar as tradições de Cáceres, especialmente a Ribeirinha”, justifica Cláudio Henrique. Segundo o secretário, o evento foi organizado em um curto período de tempo em razão da indefinição causada pela pandemia de Covid-19. 

Donatoni explicou ainda que ao longo das suas 38 edições anteriores, o evento se tornou internacional e movimenta aproximadamente sete milhões de reais na economia local, de acordo com estudo realizado pelo município em 2019. Ele ainda ressaltou que a programação, ainda em construção, prevê a apresentação de pelo menos 25 atrações locais, argumentando que o evento não foca apenas nos artistas nacionais. 

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