KAROLLEN NADESKA
DA REDAÇÃO
Pais e alunos da Escola Estadual Souza Bandeira, localizada na região do Coxipó, em Cuiabá, fizeram um apelo na tarde desta segunda-feira (05) em prol do fim da greve dos professores estaduais, deflagrada há mais de dois meses.
Em nota encaminhada à imprensa, os responsáveis legais que aderiram ao “Movimento Fim da Greve”, esclarecem que não são contra as reivindicações da categoria na luta por seus direitos e por melhoria no setor público, mas não concordam com o alongamento da greve que está prejudicando não só alunos como “toda uma sociedade”.
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“Não estamos aliando a nenhum fim ideológico a não ser ao de resguardar o direito dos nossos filhos e netos de ter acesso à educação”, destaca a nota.
“O movimento fim da greve está se mobilizando para juntar forçar as outras frentes com intuito de pressionar até obter êxito no retorno das aulas e não vamos abrir mão disso”, diz trecho da nota.
Com o lema “Por uma educação de verdade sem política e de qualidade”, os manifestantes pedem o retorno das aulas a fim de resguardar o direito de acesso à educação.
“Não estamos aliando a nenhum fim ideológico a não ser ao de resguardar o direito dos nossos filhos e netos de ter acesso à educação”, destaca a nota.
Proposta do governo
O governador Mauro Mendes (DEM) fez um pronunciamento, por meio de sua página no Instagram, na tarde desta segunda-feira (05), anunciando, o que considera ser a última proposta do Governo do Estado para pôr fim à greve dos professores.
Após reunião com deputados estaduais da bancada governista, Mauro explicou os tópicos da proposta para o pagamento de Revisão Geral Anual (RGA) e o reajuste de 7,69% cobrado pela categoria.
Segundo ele, esse pagamento seria feito a partir de 2020, conforme a melhora dos índices do Estado em gastos com pessoal, já que hoje Mato Grosso gasta 52% e o máximo permitido é de 49% da receita.
“Quando o Estado de Mato Grosso reduzir abaixo de 49% [gasto com pessoal] o que deve acontecer já no próximo ano, nós usaremos o seguinte critério: 75% do espaço fiscal criado abaixo de 49% serão usados para pagar RGA de todos os servidores e 25% desse limite, abaixo de 49%, será usado para pagar os ganhos reais de algumas leis de carreira, inclusive da Educação. Essa proposta garante que o Governo vai cumprir todas as leis vigentes, desde que elas estejam vigentes, serão cumpridas e com isso nós criamos segurança jurídica para os próximos anos”, declarou Mauro.
Posicionamento do Sintep
A assessoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso informou ao
que o Sintep não foi oficializado da proposta e, portanto, a greve será mantida.
















