SILVIA DEVAUX
DA REPORTAGEM
Após o aval do Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá – (Codem/VRC) para a troca do VLT pelo BRT na Capital e Várzea Grande, o secretário de Infraestrutura do Estado, Marcelo Padeiro comemorou, nesta quarta-feira (12), dizendo que "quem ganha é a população".
À imprensa, Padeiro evitou comentar o posicionamento da Prefeitura de Cuiabá, que foi contrária à mudança, e argumentou que a troca de modal está sendo realizada para atender quem realmente usa o transporte público e precisa de menor custo e maior qualidade.
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"A integração, a flexibilidade e o custo com o BRT é muito melhor. Então para quem sai de casa para trabalhar e pode chegar a um destino final, sem mudar de modal, sem mudar de ônibus. Ele entra no ônibus e chega ao destino final no ônibus. Ele vai ter preço menor de percuso e a garantia de que vai chegar num transporte novo, num transporte inovador com Wi-Fi, com ar-condicionado, com acesso para deficientes. Ele tem todos os implementos para melhorar e, ainda por cima, com custo menor. Quem ganha é realmente o povo que usa o transporte coletivo das cidades de Cuiabá e Vázrea Grande", defendeu.
A reunião do Codem aconteceu no gabinete do governador Mauro Mendes (DEM), com a participação do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB) e representantes da Prefeitura de Cuiabá e Câmara de Vereadores dos dois municípios, aos quais foram repassadas as informações dos projetos do BRT e do VLT e ainda o resumo sobre a audiência pública ocorrida recentemente na Assembleia Legislativa, sobre a troca do modal.
Com o aval do Codem, o Governo do Estado fica livre para finalizar a licitação do modal BRT.
Recentemente, o governador Mauro Mendes comentou que poderia publicar o edital de licitação do BRT ainda neste semestre.
Tchélo Figueiredo
Vantagens do BRT
De acordo com os estudos apresentados, a solução por BRT apresenta o menor custo e menor tempo de implantação quando comparado a outros modais. Os investimentos estimados são da ordem de R$ 460 milhões, com a aquisição da frota de ônibus elétrico. As obras devem durar até 24 meses.
Para a implantação do BRT, o Governo do Estado se responsabilizará pela realização das seguintes obras de infraestrutura: corredor segregado, paradas, estações e terminais, tratamento das calçadas, Parque Linear da Av. Rubens de Mendonça, Centro de Controle Operacional, Garagem Operacional do BRT com subestação de recarga elétrica dos ônibus, sistema de monitoramento e segurança da frota e usuários, sistema de comunicação com os usuários e também pela aquisição dos ônibus movidos à eletricidade.
Os estudos apontam ainda que o BRT terá uma tarifa mais acessível quando comparado ao sistema VLT. Ou seja, mensalmente o VLT demandaria um custo adicional que poderia vir a ser custeado pelos usuários por meio da tarifa ou por meio do aumento dos subsídios públicos.
Além disso, ainda segundo os estudos, o BRT proporcionará maior flexibilidade de operação junto aos ônibus do sistema alimentador dos municípios, permitindo reduzir o número de integrações para os usuários quando comparado à modelagem da rede com o sistema VLT, dada a possibilidade de uso compartilhado no corredor segregado.












