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Cuiabá, 17 de Julho de 2024
17 de Julho de 2024

23 de Outubro de 2017, 11h:08 - A | A

GERAL / DEU NO FANTÁSTICO

Onze empresas de MT estão na 'lista suja' do trabalho escravo; confira

A lista foi divulgada no domingo (22) e apontou empresas localizadas em Cuiabá, Feliz Natal, Santo Antônio do Leverger, Poxoréu, Sorriso, Matupá, Itiquira, Vila Rica, Itanhangá, Paranatinga e Paranaíta.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



Onze de Mato Grosso constam na “lista suja” de empregadores autuados pelo Ministério do Trabalho por manterem trabalhadores em condições análogas à escravidão.

A lista foi divulgada no domingo (22), pelo programa Fantástico, da Rede Globo, e apontou empresas localizadas em Cuiabá, Feliz Natal, Santo Antônio do Leverger, Poxoréu, Sorriso, Matupá, Itiquira, Vila Rica, Itanhangá, Paranatinga e Paranaíta.

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No total, no Estado 73 funcionários foram encontrados em condições de trabalho análogas à escravidão.

Em todo o país, 132 empresas foram registradas na lista, a maior parte delas ligadas a atividades rurais.

No mês de março, seis empresas de Mato Grosso estavam na “lista suja”. Cinco delas constam novamente, sendo Fazenda Colorado, Gleba Lote 313b, Fazenda União III, Fazenda Taiaçu e Fazenda Alan.

A divulgação da lista pelo programa foi feita após a polêmica da portaria do Governo Federal, que alterou as regras do que é considerado trabalho escravo no país.

As novas regras restringiram o acesso à chamada “lista suja”, o cadastro de empregadores autuados por escravizar trabalhadores, que só será divulgada por determinação expressa do ministro do Trabalho.

A mudança foi condenada pela Organização das Nações Unidas. A Organização Internacional do Trabalho disse que a medida pode interromper a trajetória de sucesso que tornou o Brasil modelo no combate ao trabalho escravo no mundo.

O Ministério Público Federal quer a revogação da portaria. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entregou ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ofício onde fala em "retrocesso nas garantias básicas da dignidade humana".

Os patrões só entram na lista depois que esgotam todos os recursos de defesa, na esfera administrativa. Permanecem nela por dois anos. A mais recente atualização da lista já estava pronta, antes de sair a portaria, mas acabou não sendo divulgada oficialmente.

Veja a lista completa:

Antônio Carlos Zanin - Fazenda Flexas e Piúvas, em Santo Antonio do Leverger – com 4 trabalhadores envolvidos

Carlos Alberto Lopes - Obra Rodovia MT-251, às margens do córrego Mutuca, em Cuiabá – 4 trabalhadores envolvidos

Clayton Grassioto - Gleba Lote 313b, na zona rural de Feliz Natal – 8 trabalhadores envolvidos

Hélio Cavalcanti Garcia - Fazenda Rio Dourado, em Poxoréu – 5 trabalhadores envolvidos

JM Armazens Gerais - Fazenda Colorado, em Sorriso – 4 trabalhadores envolvidos

João Fidélis Neto - Fazenda Boa Esperança, em Matupá – 15 trabalhadores envolvidos

Lucas William Frares - Fazenda Cachoeira, em Itiquira – 12 trabalhadores envolvidos

Luiz Alfredo Feresin de Abreu - Fazenda Taiaçu, em Vila Rica – 5 trabalhadores envolvidos

Natal Bragatti - Fazenda Bragatti, em Paranaíta – 8 trabalhadores envolvidos

Pedro Gomes Filho - Fazenda União III, em Paranatinga – 1 trabalhador envolvido

Terra Viva Carvão e Reflorestamento Ltda. - Fazenda Alan, em Itanhangá – 7 trabalhadores envolvidos

Confira a reportagem e íntegra da lista

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