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15 de Fevereiro de 2016, 15h:38 - A | A

GERAL / "SELO DE QUALIDADE"

MT cria Instituto da Carne para 'garantir' confiança no exterior; exportação é o foco

Maior rebanho do país terá selo de qualidade, para garantir confiabilidade do produto. A iniciativa, que é inédita no Brasil, foi inspirada em instituto semelhante uruguaio, que o governador conheceu.

Assessoria

O volume de carne abatida em Mato Grosso por ano é de 1,3 milhões de toneladas

O volume de carne abatida em Mato Grosso por ano é de 1,3 milhões de toneladas

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, que circulou no último sábado (13), o governador Pedro Taques (PSDB) criou o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), que começa a sair do papel, com a principal função de promover a produção local.

A iniciativa, que é inédita no Brasil, foi inspirada em instituto semelhante uruguaio, que o governador conheceu, no final do ano passado, em viagem à nação vizinha.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, explica que o IMAC irá fortalecer e agregar valor à carne produzida aqui e com isso, Mato Grosso poderá ter acesso a mercados consumidores exigentes somando, assim, maior receita para toda a cadeia produtiva.

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“Um dos produtos do IMAC será o selo de qualidade da ‘Carne de Mato Grosso’, que atestará a qualidade da nossa carne e abrirá marcados importantes e lucrativos”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo.

A iniciativa, que é inédita no Brasil, foi inspirada em instituto semelhante uruguaio, que o governador conheceu, no final do ano passado, em viagem à nação vizinha. Ele trouxe a ideia na bagagem.

O Governo ainda não sabe ao certo quando o IMAC iniciará de fato o trabalho, mas a meta será controlar a qualidade da carne produzida, no aspecto da “mordida”, ou seja, a textura e o corte na faca de mesa, o que tecnicamente se chama cisalhamento. Outro aspecto que será controlado é o marmoreio, que é a quantidade de gordura intrínseca na peça, o que impacta na suculência e no sabor também. E por fim, a sanidade e a rastreabilidade do produto.

“Por um anel na orelha do gado, por exemplo, é possível saber de que fazenda ele é”, destaca o gerente de projetos da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Fábio Silva. Segundo ele a Acrimat será parceira na implementação do IMAC.

O volume de carne abatida em Mato Grosso por ano é de 1,3 milhões de toneladas, produzidas em 110 mil propriedades, de grande, médio e pequeno porte, que colocam Mato Grosso em primeiro lugar na pecuária do país.

O Governo ainda não sabe ao certo quando o IMAC iniciará de fato o trabalho, mas a meta será controlar a qualidade da carne produzida, no aspecto da “mordida”, ou seja, a textura e o corte na faca de mesa, o que tecnicamente se chama cisalhamento.

O gerente da Acrimat afirma que a carne de Mato Grosso já conquistou bastante confiabilidade mas na visão dele sempre é possível buscar mais excelência, como é o caso do Uruguai, que, com a pecuária de ponta, já espalhou sua fama internacionalmente, muito devido ao trabalho do Instituto Nacional de Carnes (INAC), criado há 40 anos.

No caso de Mato Grosso, além de atender o público em território nacional, o estado exporta também para mais de 100 países, sendo os maiores compradores a Venezuela, a Rússia e a China, ainda de acordo com informações da Acrimat. A intenção é ampliar o leque de compradores.

“Um dos produtos do IMAC será o selo de qualidade da ‘Carne de Mato Grosso’, que atestará a qualidade da nossa carne e abrirá marcados importantes e lucrativos”, acredita.

Com relação ao preço, a Acrimat garante também que a grande produção local consegue favorecer os mato-grossenses com um preço um pouco mais ameno do produto nos mercados. “O corte do filé mignon por exemplo em Cuiabá gira em torno de R$ 32 e em São Paulo, que também é um grande produtor, sobe para R$ 45. A diferença daqui para lá é que o público para consumir aqui é menor, porque o estado é pouco povoado, e São Paulo, por outro lado, é muito, o que também mexe no preço”, justifica.

Com o IMAC local o rebanho abatido terá um selo de qualidade.

O IMAC será ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), tendo como direção um  Conselho Deliberativo, composto por cinco membros, sendo duas cadeiras da Acrimat, outras duas dos frigoríficos duas e uma do governo.

 

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