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25 de Julho de 2023, 17h:08 - A | A

GERAL / CRIME NO ALPHAVILLE

MP vai recorrer de decisão que extinguiu processo contra menor que matou Isabele

A mãe da adolescente morta detonou a decisão da Justiça de Mato Grosso.

Repórter MT

Isabele Ramos foi morta com um tiro no rosto em julho de 2020, em Cuiabá.

Isabele Ramos foi morta com um tiro no rosto em julho de 2020, em Cuiabá.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) vai recorrer da sentença que extinguiu o processo contra a adolescente B.O.C., autora do disparo que tirou a vida de Isabele Ramos, 14 anos, em julho de 2020, em Cuiabá.

A reportagem entrou em contato com o promotor de Justiça Rogério Bravin de Souza, 18ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Cuiabá, que confirmou o recurso. Entretanto, ele não pode passar mais detalhes, porque a ação corre sob segredo de justiça.

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A decisão que extinguiu o processo de execução da medida socioeducativa da menor proferido pela juíza da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Leilamar Aparecida Rodrigues.

No entendimento da magistrada, a medida socioeducativa que a menor cumpriu "já surtiu efeito". A adolescente ficou 17 meses detida no Complexo Menina Moça, em Cuiabá.

Em janeiro de 2021, B.O.C. foi "condenada" a três anos de internação por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. No entanto, em junho de 2022, a Terceira Câmara Criminal ainda alterou a acusação de crime análogo a homicídio doloso - com intenção de matar - para homicídio culposo. Ou seja, aceitou a alegação de tiro acidental da defesa da menor. Assim, a pena foi reduzida e B.O.C. foi solta.

Mãe detona decisão

A empresária Patrícia Guimarães Ramos, mãe de Isabele, detonou a decisão da Justiça de Mato Grosso.

Por meio de nota, ela explicou que recebeu com “pesar e tristeza profunda” a notícia do fim do processo. Entretanto, afirmou que não vai se calar e seguirá na luta para que a “a verdade dos fatos daquele terrível dia 12 de julho de 2020 seja restabelecida”.

“A cada decisão, com um resultado como este, tenho a mesma sensação horrível do dia que vi o corpo da minha filha estirada no chão sobre uma poça de sangue”, lamentou Patrícia.

“Talvez este pessoal não saiba, mas, eles estão matando a minha filha novamente”, acrescentou.

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ANA 26/07/2023

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