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05 de Novembro de 2022, 08h:24 - A | A

GERAL / ATROPELAMENTO EM CUIABÁ

MP recorre de decisão que livrou bióloga de ir a júri popular por mortes na frente da Valley

Rafaela Screnci atropelou e matou dois jovens no Centro da Capital. Uma terceira vítima sofreu lesões.

Reprodução

Rafaela atropelou três jovens em dezembro de 2018.

Rafaela atropelou três jovens em dezembro de 2018.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



O Ministério Público do Estado (MPMT) ingressou com um recurso na terça-feira (01), contra a decisão que livrou a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro de ir a júri popular pelas mortes de dois jovens em frente à Valley Pub, no Centro de Cuiabá.

Rafaela atropelou três jovens em dezembro de 2018. Mylena Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros não resistiram e morreram. Já Hya Giroto Santos, única sobrevivente, sofreu lesões graves.

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"Seja o presente recurso recebido e concedida vista dos autos para apresentação das razões recursais, a fim de que seja reformada a respeitável decisão, ao passo que, se a mantiver, seja encaminhado ao E. Tribunal de Justiça para processamento e julgamento”, pede o documento assinado pelo promotor de Justiça, Samuel Frungilo.

Desclassificação de dolo

A sentença contestada foi proferida pelo juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Nela, o magistrado afirmou que o acidente ocorreu por contribuição das próprias vítimas e concluiu, ainda, que mesmo em estado de embriaguez, Screnci não assumiu o risco de causar o resultado de morte.

“Portanto, analisando as provas produzidas no inquérito policial e em juízo, compreendo não haver circunstâncias anormais que, minimamente, indiquem a hipótese de a acusada ter assumido o risco de produzir o resultado danoso, não ultrapassando os fatos, apesar de trágicos, à ordinária hipótese de delitos culposos”, diz um trecho da decisão.

O acidente 

Segundo a Polícia Civil, a bióloga seguia pela faixa de rolamento da esquerda da Avenida Isaac Póvoas, quando, nas proximidades da boate Valley Pub,  atropelou os três jovens. Myllena morreu na hora.

Já Ramon e Hya foram socorridos e levados para uma unidade de saúde. Ramon morreu cinco dias depois da colisão.

Rafaela foi detida pela Polícia Militar e se negou a fazer o exame de “bafômetro”. Diante disso, os militares elaboraram ainda no local um “auto de constatação de embriaguez”, que aponta sinais aparentes de ingestão de álcool.

Ela foi conduzida para a Central de Flagrantes. Após ficar detida por um dia, passou por audiência de custódia e foi liberada, mediante pagamento de fiança de R$ 9,5 mil.

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