KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O prefeito Mauro Mendes (PSB) disse na manhã desta quarta-feira (30), em um encontro entre o governador Pedro Taques (PSDB) e prefeitos de Mato Grosso, que vai cortar o salário de médicos da rede municipal de saúde, que estão fazendo greve desde 7 de março.
“Nós vamos agir sempre de acordo com a lei, se aqueles que estiverem faltando a lei permitir fazer isso, nós faremos, não só com os médicos, mas como já demitimos mais de 100 de concursados porque descumpriram o código do servidor”, disparou o prefeito
O prefeito alega que a greve é ilegal de acordo com o que determinou o Judiciário e mesmo assim parte da categoria continua parada.
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“Nós vamos agir sempre de acordo com a lei, se aqueles que estiverem faltando a lei permitir fazer isso, nós faremos, não só com os médicos, mas como já demitimos mais de 100 concursados porque descumpriram o código do servidor”, disparou o prefeito, que já determinou a contratação de mais profissionais e o remanejamento de outros, para tentar cobrir os “buracos” em plantões nas unidades de saúde.
“Lamentavelmente o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso só faz greve na cidade de Cuiabá, é uma greve política. O Sindicato tem atuação nos 141 municípios mas só faz greve em Cuiabá. Esta já é a quarta vez que estão parados, a presidente que tem filiação partidária (ao Partido dos Trabalhadores-PT)”, reclama Mauro Mendes. A pediatra Eliana Siqueira, presidente do Sindicato dos Médicos, nega ser petista ou estar agindo por interesses partidários.
“Lamentavelmente o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso só faz greve na cidade de Cuiabá, é uma greve política", disse Mendes.
Mendes afirma que grande parte dos médicos está trabalhando e com a contratação de pelo menos 15 profissionais, em caráter emergência, a situação está sob controle. Ele acredita que assim o movimento vá perder força gradativamente.
Sobre a ameaça de demissão, a Assessoria Jurídica do Sindicato dos Médicos diz que isso “caracteriza violação ao direito constitucional de greve e à lei 7783/89. Caso haja demissão dos servidores grevistas, fica caracterizada a retaliação”. O advogado João Voucher afirma que se o prefeito insistir nessa conduta ele poderá responder por improbidade administrativa.
"Esta já é a quarta vez que estão parados, a presidente que tem filiação partidária (ao Partido dos Trabalhadores-PT)”, reclamou
A greve está na quarta semana.
Boa parte dos 500 médicos da rede pública de Cuiabá não aderiu à paralisação, que iniciou dia 7 de março, porque, um dia antes de ser deflagrada, no final da tarde de um domingo (6), o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), julgou, liminarmente, que o movimento é ilegal. Mesmo assim o Sindicato resolveu dar seguimento à paralisação por tempo indeterminando, mantendo 30% de atendimento.
O desembargador Gilberto Giraldelli, no despacho, disse que, atropelando a fase de diálogo, esta greve é uma “medida extrema” do sindicato da categoria e um “dano irreparável” para a coletividade.
Já os médicos grevistas reivindicam melhores condições de trabalho, pagamento de horas extras e implantação do piso nacional dos médicos que é de R$ 12.993 por 20 horas semanais. Em Cuiabá, o salário pago pela Prefeitura é de R$ 3.800, o que, segundo o sindicato, é o pior salário da categoria no Estado e tem afastado os interessados em prestar concurso público no município.















