KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Os investigadores e os escrivães ligados à Polícia Civil de Mato Grosso ameaçam fazer greve, se o governador Pedro Taques (PSDB) não atender às categorias que reivindicam 10% de reajuste salarial, conforme determina a lei.
A legislação a que se referem é a Lei 565/2015, cujo teor é ainda da gestão anterior, do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). A lei foi reeditada na gestão de Taques, para revalidação.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Na tarde desta terça-feira (12) o secretário de Gestão do Estado, Júlio Modesto, recebeu os representantes do sindicato para tratar do assunto. Na oportunidade o secretário teria explicado à categoria as dificuldades financeiras que o Estado tem enfrentado.
O Sindicato dos Policias Civis de Mato Grosso (Siagespoc-MT), que tem como associados 2.200 investigadores de todo o estado, alega que já é hora de falar em greve, porque, quando Taques assumiu, em janeiro de 2015, solicitou a compreensão da categoria e pediu prazo até outubro para cumprir a lei. Em outubro, pediu mais um tempo até fevereiro deste ano e depois até abril. A posição da diretoria do Siagespoc, que chamou assembleia geral para esta sexta-feira (15), é pela greve. O presidente , Cledison Gonçalves, avalia que a categoria já esperou demais.
É a mesma avaliação do presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia Judiciária Civil de MT (Sindepojuc-MT), Davi Nogueira. O Sindepouc soma mais de 700 escrivães. “Não estamos reivindicando nada, estamos cobrando um direito já previsto em lei. A categoria já está impaciente”, detalha o o sindicalista, informando que vai convocar assembleia geral para a próxima segunda-feira (18).
Os salários dos investigadores e dos escrivães giram em torno de R$ 4 mil, em início de carreira, e R$ 12 mil, no final.
Ao
o Gabinete de Comunicação do Estado afirmou que dará uma resposta às reivindicações da categoria até esta sexta-feira (15).
















Juliano 13/04/2016
O Sr. Governador não passa de um legalista por conveniência, que tolhe dos servidores direitos já assegurados em Lei específica (aumento da PJC), bem como em nossa Carta Republicana (RGA). Pior, extrapola sua competência funcional de chefe do executivo para proceder investigações como se Procurador ainda fosse, chegando ao ápice da mediocridade quando não cumpre as inúmeras promessas de campanha, se igualando à cacíques políticos que sempre combateu.
1 comentários