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02 de Março de 2016, 08h:12 - A | A

GERAL / FIM DO PRAZO

Governo pressiona construtora a terminar Arena para não perder desconto

Estádio terá que provar que é uma obra 'verde' e precisa estar oficialmente conclusa até o final deste ano.

Assessoria

A Arena foi o quinto empreendimento mais caro da Copa do Mundo da Fifa, orçado em R$ 650 milhões.

A Arena foi o quinto empreendimento mais caro da Copa do Mundo da Fifa, orçado em R$ 650 milhões.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O governo do Estado diz ter pressa com a finalização da Arena Pantanal, porque tem só até o final deste ano para garantir a certificação internacional de sustentabilidade da obra e um dos requisitos para isso é que ela esteja conclusa. Caso contrário, perderá os descontos nos juros do financiamento de R$ 337,9 milhões, feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por isso, deu um prazo à construtora Mendes Júnior até esta quinta-feira (3) para retomar o empreendimento, senão a saída será abrir nova licitação para garantir os reparos que ainda são necessários.

Estes descontos são dados pelo BNDES quando financia construções “verdes”.

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A Arena Pantanal, embora já tenha sediado jogos da Copa e de outros campeonatos, por dois anos, ainda não foi entregue oficialmente pela Mendes Júnior.

A construtora entende que já terminou a obra e não tem responsabilidade sobre as questões hidráulicas, por exemplo, que causam alagamento no subsolo do prédio esportivo e entupimento nos banheiros. Mas já disse anteriormente que, caso ainda tenha que realizar serviços, precisaria de mais R$ 70 milhões do erário. O valor, segundo a empresa, já havia sido negociado com o governo anterior, de Silval Barbosa (PMDB).

Após auditoria feita a pedido do governador Pedro Taques (PSDB), a Controladoria Geral do Estado (CGE) chegou a um saldo bem inferior a pagar de R$ 465 mil. Já o Estado teria R$ 17,8 milhões a receber da construtora, por ela não ter “voltado para a obra”, como indicaram o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público de Contas (MPC), o Conselho Regional de Engenharia (Crea) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). As informações são da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), que assumiu todas as pendências da Copa.

A Arena foi o quinto empreendimento mais caro da Copa do Mundo da Fifa, orçado em R$ 650 milhões.

Além da Mendes Júnior, o Consórcio CLE, que associa Engenharia Montagens e Automação Ltda. (ETEL) e Canal Livre Comércio, responsáveis pela rede elétrica e de automação, também não finalizou os trabalhos. Já a Kango, de acordo com a Secid, já disponibilizou os assentos esportivos e outros equipamentos, mas ainda tem serviços a prestar.

Para que a Arena Pantanal consiga o certificado  Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta a qualidade ambiental da obra, precisa de prova, por exemplo, que está usando bem dispositivos que reduzem o consumo de energia elétrica, um dos aspectos que uma construção “verde” deve observar.

O tentou falar com a Mendes Júnior, mas no telefone de Assessoria de Imprensa, disponibilizado pela empresa, ninguém atendeu, até o fechamento desta matéria.

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