ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O Sindicato dos Médicos e o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), estiveram reunidos por mais de 10 horas no Núcleo de Conciliação e Mediação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A audiência acabou após a meia noite desta quinta-feira (23).
A categoria está em greve desde o dia 10 de abril e reivindica contratação de profissionais e especialistas, melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A mediação da audiência foi feita pela desembargadora Clarice Claudino da Silva.
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De acordo com o secretário de Comunicação da prefeitura, Kleber Lima, o sindicato se mostrou receptivo às propostas apresentadas pelo chefe do Executivo e irão debate-las nesta sexta-feira (24) em Assembleia Geral da categoria.
Sobre a nomeação dos concursados, a prefeitura se comprometeu a empossar 170 médicos até dezembro. O pedido de mais segurança nas unidades de Saúde também teria sido demonstrado seu cumprimento.
Para a prefeitura, o efetivo de policiais militares que atuam pelo Programa Jornada Voluntária Remunerada é suficiente. “Demonstramos a eles que estamos cumprindo todas as metas e, pelas estatísticas, eles entenderam”, disse o secretário.
O reajuste salarial para o piso de R$ 12 mil não foi acatado pela prefeitura. Os médicos concursados recebem atualmente salário de R$ 3,5 mil, mais 40% de insalubridade, hora extra e adicional de plantão. O montante chega a R$ 9,5 mil por mês.
SEM ACORDO
O reajuste salarial para o piso de R$ 12 mil não foi acatado pela prefeitura. Os médicos concursados recebem atualmente salário de R$ 3,5 mil, mais 40% de insalubridade, hora extra e adicional de plantão. O montante chega a R$ 9,5 mil por mês.
Já os contratados têm salários de R$ 2,3 mil, mais benefícios, o que soma R$ 7,5 mil mensais. “Não temos orçamento para conceder esse aumento no piso que foi solicitado por eles. Não teve acordo nesse sentido porque não temos as mínimas condições de conceder. Eles entenderam”.
Sobre o prêmio-salário, a categoria solicita que a prefeitura incorpore o benefício no próprio salário, o que também foi rejeitado pelo Palácio Alencastro. “A prefeitura discordou porque nem todos recebem, mas fizemos a concessão de garantir o pagamento para os servidores que tiverem gozo de férias ou de licença justificada, além de incorporar no 13º para os que recebem”, completou Kleber.
A condição principal para que o acordo passe a ter validade é que os médicos suspendam a greve. A paralisação já foi declarada ilegal em decisão pelo TJMT, porém o sindicato entrou com recurso que ainda não foi apreciado.
“Precisamos reiterar que a greve deles é ilegal. Eles já deveriam ter suspendido a paralisação porque existe uma decisão da Justiça”. Para minimizar os impactos da greve, o prefeito solicitou apoio de outros hospitais fora da rede municipal e pública, como o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), o Hospital Geral Universitário (HGU), a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital de Câncer e o Hospital Santa Helena.
O OUTRO LADO
A presidente do Sindimed, Eliana Maria Siqueira Carvalho, não foi encontrada pela reportagem para comentar a audiência. Ela não atendeu e nem retornou às ligações. No entanto, membro do sindicato afirmou que a proposta da prefeitura será apresentada na Assembleia Geral para que a categoria decida sobre o tema.









