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22 de Maio de 2016, 23h:40 - A | A

GERAL / VIROU MODINHA

Alunos 'invadem' e passam noite em escola de VG; eles pedem CPI da Seduc

A previsão é que outras escolas sejam ocupadas pelos secundaristas no decorrer da semana. Os estudantes prometem não desocupar a escola enquanto suas reivindicações não forem atendidas pelo governo estadual.

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Escola é ocupada no Ipase, por alunos em protesto

Escola é ocupada no Ipase, por alunos em protesto

DA REDAÇÃO



Um grupo de alunos da escola Elmaz Gataz, no Ipase, em Várzea Grande, invadiu o prédio público na noite deste domingo (22).

Eles chegaram, entraram e trancaram o portão, em manifestação contra o projeto de "privatização" da gestão, proposto pelo governo de MT.

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Os alunos avisam que vão dormir na escola e que este é o início da ocupação das unidades escolares por secundaristas, que pedem uma CPI na Seduc, alvo da Operação Rêmora, na semana retrasada.

A ocupação da escola faz parte de uma série de manifestações que os estudantes pretendem realizar em Cuiabá e Várzea Grande contra proposta do governo estadual de realizar

Eles reivindicam que a Assembleia Legislativa instale de imediato uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto esquema de fraudes e cobrança de propina na pasta da Educação

Parcerias Públicos Privadas (PPPs) na Secretaria de Educação. Além disso, eles reivindicam que a Assembleia Legislativa instale de imediato uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto esquema de fraudes e cobrança de propina na pasta.

A previsão é que outras escolas sejam ocupadas pelos secundaristas no decorrer da semana. Os estudantes prometem não desocupar a escola enquanto suas reivindicações não forem atendidas pelo governo estadual. 

O governo do Estado lançou Projeto de Gestão Escolar que será feito na modalidade Parceria Público-Privada (PPP). Na prática, o governo privatizaria 76 escolas da rede estadual. 

O projeto será acompanhado pela MT PAR – Participações e Projetos e visa a concessão administrativa de construção, ampliação, reforma conservação, manutenção e gestão de serviços em 27 municípios, além de 15 Centros de Formação de Profissionais da Educação (Cefapros) da rede estadual. 

Professores, coordenadores e diretores continuarão sob responsabilidade do Estado. Merendeiras, seguranças e zeladores e pessoal de limpeza serão terceirizados. Uma forma de reduzir a folha, que já extrapola o limite da LRF. 

Na quinta-feira (12), foi publicada no Diário Oficial do Estado a autorização para que a empresa RSI Engenharia Ltda EPP realize estudos técnicos e a modelagem do projeto da parceria com o Estado para os serviços necessários às 76 escolas e das 15 Cefapros. A partir da publicação, a empresa dispõe de 120 dias para entregar os projetos. 

“Não fecharemos escolas, pelo contrário, abriremos mais escolas. Não privatizaremos escolas públicas, apenas construiremos novas unidades via PPP. Não demitiremos os profissionais da educação, que, aliás, são servidores públicos e assim devem continuar. Ao contrário, precisaremos de mais concurso público. Estamos trabalhando para sobrar mais recursos para investimentos na parte pedagógica, para contratação de professores e para dar mais dignidade a toda comunidade escolar”, afirmou o governador.

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alice 23/05/2016

Não é "modinha"! É luta!! De péssimo gosto o título do post de vcs

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1 comentários