ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A transição para a menopausa representa uma das fases de maior transformação na vida biológica da mulher. A queda na produção dos hormônios estrogênio e progesterona altera não apenas o funcionamento interno do organismo, mas também modifica de forma visível a composição corporal e a distribuição de gordura. Em entrevista ao RepórterMT, a médica endocrinologista Claudia Santana comentou que a mudança na silhueta feminina é uma das principais queixas nos consultórios médicos.
"Geralmente, o que as pacientes mais reclamam: a bunda murcha, e esse maior acúmulo de gordura corporal, abdominal ali, que é mais metabolicamente significativo e que oferece risco" , apontou.
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Além da queixa estética, a falta de hormônios impõe barreiras físicas reais para a manutenção da saúde muscular e do peso ideal.
"Quando a gente cai os níveis hormonais, é muito mais difícil perder peso, é muito mais difícil ganhar massa muscular. Acho que até mais difícil ganhar massa muscular do que perder peso", alertou a médica.
Diante desse cenário, a visão da medicina moderna sobre a terapia de reposição hormonal expandiu-se. O foco atual não é apenas mitigar os famosos calorões (fogachos), mas proteger o organismo como um todo.
"A recomendação não é tratar apenas mulheres com sintomas de menopausa. Hoje a gente trata menopausa para proteger o teu coração, para proteger o teu cérebro, para proteger tua massa muscular, tua massa óssea, tua saúde mental", defendeu Claudia Santana.
A idade em que essas transformações começam varia significativamente de mulher para mulher, tornando o diagnóstico individualizado indispensável.
"A partir dos 40 é normal entrar na fase de perimenopausa e menopausa. (...) Pós-menopausa, uma pode entrar com 45, a outra com 42, a outra com 50", explicou a endocrinologista.
A médica destacou que os sintomas frequentemente surgem antes mesmo que os exames de sangue apontem alterações definitivas, sendo necessária a análise do hormônio folículo-estimulante (FSH) para identificar a perimenopausa.
"Por exemplo, uma mulher de 50 anos, ela pode estar produzindo seus hormônios muito bem obrigada, enquanto uma outra de 43 já pode estar em menopausa e precisar de reposição", concluiu.
Confira o trecho da entrevista:









