Cuiabá, 12 de Agosto de 2022
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17 de Julho de 2022, 14h:44 - A | A

ENTREVISTA / ASSISTA

Cuiabá e Várzea Grande lideram o ranking de tráfico de pessoas para trabalho escravo

Crime também está associado à exploração sexual, trabalho forçado e remoção de órgãos; na região de fronteira estão a pessoas mais vulneráveis

LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT



A Campanha Coração Azul busca sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e combate ao tráfico de pessoas, um crime muitas das vezes invisível, mas que destrói sonhos e famílias. No mês do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 30 de julho, o Repórter MT recebeu a secretária geral do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Mato Grosso (Cetrap-MT), Roberta de Arruda.

O crime de tráfico de pessoas é caracterizado quando a vítima sofre ameaça, aceitação de pagamentos ou benefícios com consentimento de uma pessoa sobre outra para exploração e obtenção de lucro. Esse aproveitamento pode estar associado à exploração sexual, trabalho forçado, práticas similares à escravatura ou, até mesmo, à remoção de órgãos.

De acordo com a Secretária de Estado de Segurança Pública, foram 64 registros de tráfico de pessoas envolvendo crianças e adolescentes entre os anos de 2012 e 2019. Cuiabá e Várzea Grande concentram o maior número de ocorrências, em relação ao trabalho escravo, com 10% e 06%, respectivamente. Em relação ao tráfico de menores, as duas maiores cidades do estado aparecem com 17% e 11%, segundo os dados do Disque 100. Na região de fronteira, o comum é o recrutamento de homens para o transporte de drogas entre Bolívia e Brasil.

“A ilusão de que o sonho será realizado e a esperança de mudar de vida, são pontos que mais deixam as pessoas vulneráveis, principalmente nas regiões de fronteira. Os criminosos aliciam essas pessoas que são submetidas à exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. Para coibir ainda mais as vítimas, os criminosos pegam dos documentos pessoais com a promessa de que irão tratar dos tramites da viagem e não devolvem mais os seus documentos. Algo que deixa a vitima ainda mais vulnerável”, explica.

Assista a entrevista:

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