Cuiabá, 12 de Agosto de 2022
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29 de Julho de 2022, 18h:00 - A | A

ENTREVISTA / ASSISTA

Beto 2 a 1: Cultura é essencial, mas não está acima do bem e do mal

Ele defende a realização de grandes shows e eventos, mas com respeito no uso do dinheiro público e fiscalização

LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT



O ex-secretário de Esporte, Cultura e Lazer de Mato Grosso, Beto 2 a 1, e, agora, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, afirmou em entrevista ao Repórter MT que está do lado do diálogo quando o assunto é debater a cultura no estado. No Brasil, a Lei Rouanet, que oferece incentivo a artistas por meio da dedução do Imposto de Renda de empresas, é assunto para debates, que muitas das vezes pegam fogo, em um universo político polarizado. Na opinião do entrevistado, que é a favor da lei de incentivo, o diálogo é o melhor caminho para o aprimoramento das regras. 

“Eu sou a favor da Lei Rouanet e sou a favor dos shows. Não é porque tem uma coisa, que não pode ter a outra”, disse ao enfatizar que mesmo a cultura sendo um direito previsto na Constituição Federal como essencial, não está acima do “bem e do mal” e suas ações precisam ser fiscalizadas.

Para o ex-secretário, os gestores públicos erram quando decidem dar outro destino para os recursos previstos em orçamento para cada pasta. No seu ponto de vista, não é correto deixar de realizar um evento cultural e usar o recurso para fazer, por exemplo, investimentos na área da saúde.

“Eu já vi muitos lugares dizendo que não iria realizar o Carnaval para comprar uma ambulância. Na minha leitura tá errado, tem que comprar a ambulância e tem que realizar o Carnaval”.

Outro ponto considerado durante a entrevista, foi a importância do setor cultural para estimular a economia do país, algo que ainda não é compreendido por questões ideológicas, segundo ele.

“Em uma cidade pequena do interior de Mato Grosso, (um show nacional), é o grande acontecimento do ano. Não tem vaga em hotel, não acha vaga em restaurante, acaba a gasolina em posto de gasolina. Movimenta a loja que que vende a roupa (pra festa), além de gerar renda para o profissional que corta o cabelo e faz a maquiagem. A cadeia produtiva que se movimenta na cultura é impressionante. Gera emprego, gera renda.  A cultura é um fator de transformação social. Um direito constitucional que precisa ser preservado”, concluiu. 

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