JOAO AGUIAR
DA REDAÇÃO
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a diretora do Hospital Evangélico de Mato Grosso, do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km de Cuiabá), Maria Auxiliadora Dorileo Rosa, faz apelo e pede ajuda para que não falte oxigênio na entidade filantrópica. Veja o vídeo no final da matéria.
Segundo Maria Auxiliadora, o oxigênio disponível na unidade de saúde deve durar apenas a noite desta quarta-feira (24). Empresas que abastecem o hospital informaram que não possuem insumos disponíveis. Além disso, quando os insumos estiverem disponíveis, vão demorar chegar ao hospital.
“O momento agora é desesperador”, relata Maria no vídeo. “Estamos com uma ala em que todos os pacientes dependem de oxigênio, e se faltar, o caso deles agrava. Temos internações químicas com casos mais leves que também podem não ter. precisamos de ajuda”, relata a diretora.
Em contato com o
, a diretora pede ajuda para Vila Bela. “Somos o único hospital na cidade. Sabemos que a situação é desesperadora em todo o estado, mas o que eu peço é para olharem melhor para a gente”, desabafa.
Maria Auxiliadora disse ainda que nesta quarta o hospital recebeu ligações de pessoas querendo ajudar o hospital. “Nós devemos receber cilindros nas próximas horas e eu espero que seja suficiente para os próximos dias. Mas a ajuda não deve parar, esperamos não correr o risco de faltar novamente”.
Em nota publicada na segunda-feira (22), o governador Mauro Mendes (DEM) informou que 50 municípios do estado podem ser afetados pela falta de oxigênio, e que já acionou o Ministério da Saúde “para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades”
Confira a nota completa abaixo:
Sobre a falta de oxigênio e medicamentos para UTIs, o Governo de Mato Grosso esclarece:
1- A Secretaria de Estado de Saúde tomou todas as providências necessárias para garantir o contínuo fornecimento de oxigênio nos hospitais de sua responsabilidade. Entre as medidas adotadas estão os aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido.
2- Nos últimos 3 dias, dois distribuidores privados de oxigênio, que atendem à aproximadamente 50 municípios, alertaram para a dificuldade de logística, pois o abastecimento das cargas era realizado na cidade de Cubatão, em São Paulo, e foi transferido para o Rio de Janeiro. O fato está causando um tempo maior de transporte e, com isso, risco de desabastecimento. Neste momento não existem veículos disponíveis no país para ampliação da frota;
3- O Governo já acionou o Ministério da Saúde, que coordena a logística de fornecimento de oxigênio no país, para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades. Segundo os dois distribuidores, se for resolvida a logística do local de embarque o problema estará solucionado;
4- A falta ou os baixos níveis de estoque de medicamentos para UTI é uma realidade em todo o país;
5- A Secretaria de Estado de Saúde já realizou compra antecipada destes medicamentos em 2020 e não existe, até o momento, risco de desabastecimento para as UTIs sob sua responsabilidade.
6- O Governo também monitora as UTIs privadas e dos hospitais municipais para ajudar a evitar o desabastecimento.
7- O Ministério da Saúde também é quem coordena, neste momento, todas as ações para tentar garantir o fornecimento desses medicamentos no país.
Veja os vídeos:
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