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Prefeitura de Juscimeira decreta situação de emergência devido aos impactos da seca e de incêndios
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Juscimeira, Alexandre Russi (PL), decretou situação de emergência no município afetado por uma forte temporada de estiagem. O decreto foi publicado em decorrência dos prejuízos provocados pela seca, que tem causado a escassez de água potável para humanos e animais, secagem de açudes e poços, além do alto índice de queimadas descontroladas e excesso de poeira na região.
Com a vigência do decreto pelo prazo de 180 dias, a administração municipal fica autorizada a atuação integrada de todas as secretarias sob a coordenação da Defesa Civil municipal para respostas rápidas e reabilitação das áreas afetadas.
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Ficam dispensados processos licitatórios para contratos de aquisição de bens, prestação de serviços e obras voltadas à mitigação do desastre, desde que concluídos em até um ano. Há ainda a autorização para que agentes públicos entrem em residências para prestar socorro ou determinar evacuações em caso de perigo iminente, além do uso temporário de propriedades particulares caso necessário.
Fica também autorizado processos de desapropriação por utilidade pública de imóveis situados em zonas de risco intensificado, com previsão de realocação dos moradores para locais seguros.
Seca severa
Conforme a prefeitura, a estiagem severa que atinge Juscimeira tem provocado falta de água potável, avanço de queimadas descontroladas e forte impacto na saúde pública, afetando principalmente a zona rural e as comunidades mais afastadas. A escassez prolongada de chuvas secou açudes e poços, elevando a dependência do abastecimento emergencial por caminhões-pipa.
A situação é especialmente preocupante na zona rural e nas localidades mais afastadas, onde os efeitos da seca já fazem parte da realidade das famílias.
A Prefeitura aponta que a estrutura atual do município já se mostra insuficiente diante da dimensão do problema. Os veículos disponíveis não conseguem atender simultaneamente o combate às chamas e o fornecimento de água para as famílias e animais, o que motivou a busca urgente por reforço na frota e apoio externo.
Além dos prejuízos ambientais e materiais nas propriedades, a forte presença de fumaça, poeira e a baixa umidade do ar têm agravado problemas respiratórios na população, exigindo ações rápidas para proteger crianças, idosos e grupos vulneráveis.













