DO REPÓRTERMT
O avanço rápido das arboviroses acendeu o sinal de alerta na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Dados consolidados em Cuiabá mostram que os registros de dengue cresceram mais de 50% em um intervalo de dois meses, evidenciando a necessidade de intensificar o combate ao vetor da doença na Capital.
Apesar da alta recente nos diagnósticos, o balanço geral traz um contraponto favorável em relação ao histórico anterior. De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 33/2026, atualizado na última quarta-feira (16) na 36ª Semana Epidemiológica, a cidade acumula 878 casos autóctones confirmados de dengue e três óbitos. Mesmo com o salto no período, a média semanal de 51,2 ocorrências fica 6% abaixo do patamar contabilizado no mesmo período de 2025.
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Para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, as equipes de vetor intensificaram a atuação de campo. Até o momento, 805.397 imóveis foram vistoriados no município. O balanço oficial aponta ainda o tratamento de 87.158 propriedades, a intervenção em 97.270 depósitos e a eliminação direta de 23.268 criadouros em potencial.
"Os dados mostram que temos casos sendo registrados e que a vigilância precisa permanecer ativa, mas também mostram que estamos abaixo dos números do ano passado. Por isso, o trabalho de prevenção não pode parar", destaca a secretária interina de Saúde, Loicy Cunha.
O cenário epidemiológico também traz números controlados para outras doenças transmitidas pelo vetor. A chikungunya registra 133 confirmações em 2026, com média semanal de quatro casos — volume 98,7% menor que em 2025, sem óbitos.
Já o vírus Zika soma nove notificações e três confirmações, sem registros de morte. A vacina Qdenga continua disponível nas unidades de saúde para o público de 10 a 14 anos, e a orientação é para que moradores procurem atendimento médico imediato diante de sintomas, evitando a automedicação.













