Cuiabá, 01 de Dezembro de 2022
logo

14 de Setembro de 2022, 16h:38 - A | A

VARIEDADES / ENTENDA

Inseminação caseira cresce no Brasil: "Sou pai de mais de cem filhos"

Método, que não é regulado pela Anvisa, ganha adeptos em todo o país por conta de baixos custos e facilidade

LAÍS DAVID
IG / DELAS



Engravidar é um grande sonho para milhões de mulheres ao redor do mundo. Seja por conta de se relacionarem com parceiras do mesmo sexo ou por terem parceiros inférteis, muitas dessas mulheres buscam por ajuda profissional para conseguirem conceber. No campo da medicina, a principal alternativa é a inseminação artificial.

Por meio da seleção de gametas geneticamente saudáveis, a inseminação artificial é realizada pela inserção de espermatozoides no útero da mulher. Em 15% a 25% dos casos, a gravidez se torna uma realidade para essas pacientes.

>> Clique aqui e participe do grupo de WhatsApp 

Por mais que a inseminação artificial seja recomendada pelos médicos e autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse método ainda não é financeiramente acessível para a população do país. No Brasil, o custo de uma sessão de inseminação varia entre 2 a 5 mil reais, conforme as necessidades da paciente em questão.

Para muitas pessoas, o sonho de engravidar ultrapassa as regras da medicina e as limitações financeiras. Por isso, na tentativa de driblar os altos valores cobrados pelas clínicas e o desejo incessante pela gravidez, essas mulheres buscam pela opção mais barata e informal: a inseminação caseira.

A inseminação caseira é uma forma de reprodução sem a ajuda de médicos ou da consumação do ato sexual. “Ela ocorre com uma amostra seminal, onde é realizada uma auto inoculação por meio da inserção desse material dentro da vagina”, explica o ginecologista e obstetra Renato de Oliveira.

Algumas mães buscam por doadores com a aparência similar a dos atuais parceiros, para que não seja necessário explicar para a família sobre como a criança foi concebida.  Leia mais em IG DELAS

Comente esta notícia