Assessoria

Na visão de Taques, “não é possível que a União Federal aja como uma administradora de cartão de crédito".
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) confirmou para a imprensa, minutos antes de embarcar para Brasília, na manhã desta segunda-feira (1), que voltará a defender a moratória, ou seja, a repactuação das dívidas que os Estados têm com a União, já que a União também deve aos Estados.
Na visão de Taques, “não é possível que a União Federal aja como uma administradora de cartão de crédito, em detrimento dos estados-membros e os estados não aguentam mais serem os responsáveis pelo ajuste fiscal da União”.
Taques vai participar ainda nesta segunda-feira de uma reunião entre chefes de Estado e a Presidência da República, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
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“Nós vamos discutir a situação econômica pela qual estamos passando e cada governador vai trazer sua opinião a respeito de mudanças que possam ser realizadas para que os Estados sofram menos em momento de crise. Uma das pautas é a moratória”, confirmou o governador, ao sair da cerimônia em que anunciou o concurso público na Segurança Pública, rumo ao aeroporto.
A moratória é a dilatação do prazo para pagamento de uma dívida, quando há uma situação extraordinária, no caso do Brasil, a crise econômica e política, que, conforme argumentam chefes de estado, impactou nas demais regiões do país.
No caso de Mato Grosso, a dívida da União com o Estado, somente do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), passa de R$ 1 bilhão podendo chegar a R$ 7 bilhões. “E o Estado também tem que pagar a União. Ano passado pagamos R$ 1 milhão e 100 de encargos da dívida. Então precisamos fazer um encontro de contas”, defendeu Taques.
Governadores de seis estados já acompanham a proposta de moratória, feita em dezembro passado, durante o 6º Fórum dos Governadores do Brasil Central, em Porto Velho (RO).
Na visão de Taques, “não é possível que a União Federal aja como uma administradora de cartão de crédito, em detrimento dos estados-membros e os estados não aguentam mais serem os responsáveis pelo ajuste fiscal da União”.
Ao defender a repactuação das dívidas, o governador argumenta que precisa “constituir escola, hospitais, estradas, dar segurança ao cidadão e não ficar tratando só de folha de pagamento e fluxo de caixa”.














