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10 de Dezembro de 2015, 15h:26 - A | A

POLÍTICA / "PACOTÃO ENTREGUE"

Taques envia propostas e pede urgência na votação do novo Fethab

As 11 propostas que tratam de assuntos relativos à cultura, infraestrutura, segurança pública, economia e juventude foram analisadas e assinadas pelo governador Pedro Taques (PSDB).

Assessoria

Paulo Taques entregou as propostas ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB).

Paulo Taques entregou as propostas ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB).

DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) assinou e encaminhou para a Assembleia Legislativa o tão esperado “pacotão” de projetos, que contém 11 propostas que tratam de assuntos relativos à cultura, infraestrutura, segurança pública, economia e juventude.

As propostas foram entregues aos deputados, nesta quinta-feira (10), pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e pelos secretários Marco Aurélio Marrafon (Planejamento), Seneri Paludo (Desenvolvimento Econômico), Marcelo Duarte (Infraestrutura), Leandro Carvalho (Cultura), Paulo Brustolin (Fazenda).

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Entres os projetos está o que propõe a regionalização do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) neste, segundo o Palácio Paiaguás, há pedido de urgência na tramitação. O projeto deve ser votado ainda este ano, ou seja, antes do recesso parlamentar.

"O tempo agora é o da Assembleia. Temos certeza que a Casa Legislativa vai fazer o que fez durante todo esse ano: debater esses projetos, avaliá-los e apresentar as emendas que os deputados entenderem convenientes – o que é muito importante para nós", declarou Paulo Taques.

Ainda de acordo com o secretário, o novo projeto da cultura é inédito e beneficiará o setor em todo o estado. “É um projeto de lei inédito no Brasil na medida em que vincula, dentro da receita corrente líquida, repasses obrigatórios à cultura como forma de fomentar o setor. Com isso, o governador Pedro Taques deixa um legado histórico para os próximos governantes".

Paulo Taques e deputados

O governador analisou as propostas e logo após assinar enviou seis secretários a Assembleia para entregar seus respectivos projetos aos deputados estaduais. (Assessoria).

 

Fethab 

A proposta também fixa regra de transição para as mudanças, com previsão de que, no exercício de 2016, fica garantido o mesmo repasse de 2015 no mínimo.

O projeto regionaliza o Fethab ao criar uma contribuição adicional sobre o comércio de soja, algodão, gado e madeira. O objetivo é destinar o recurso a obras de transporte primordiais para determinadas regiões.

Outra mudança define a distribuição e aplicação dos recursos do fundo sobre operações com óleo diesel. Metade da verba irá para o Estado e metade para os municípios.

No Estado, 20% deverão ser aplicados em habitação, saneamento e mobilidade urbana sob gestão da Secretaria de Cidades. O restante irá para despesas obrigatórias e investimentos.

Já nos municípios, 35% deverão ser aplicados na construção e/ou manutenção das rodovias estaduais não pavimentadas e das rodovias municipais. Os 15% restantes vão para habitação, saneamento e mobilidade urbana.

A proposta também fixa regra de transição para as mudanças, com previsão de que, no exercício de 2016, fica garantido o mesmo repasse de 2015 no mínimo.

A nova formulação do Fethab foi tema de audiências públicas em municípios do interior como Rondonópolis, Sinop e Pedra Preta. Também houve debate na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

Micro e Pequenas Empresas

O projeto institui o Estatuto da Microempresa, da Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual para Mato Grosso, um dos poucos Estados que ainda não possui o instrumento.

Mato Grosso, assim como no Brasil, mais de 90% das empresas são de micro e pequeno porte. E o setor gera mais de 50% dos empregos.

Um dos objetivos do estatuto é instituir a lei estadual das microempresas, gerando maior competitividade do setor, geração de emprego e distribuição de renda.

A proposta cria um comitê gestor estadual e o fórum estadual do setor, instrumentos que desburocratizam o registro de novas empresas com apoio da Redesim.

Outro avanço é no sentido de se construir uma estrutura que permita a abertura de uma microempresa em até uma semana. Atualmente, o processo pode levar até 60 dias.

Para elaborar o projeto de lei, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) realizou reuniões com o Sebrae, com o Conselho Temático de Micro e Pequenas Empresas (Compem) e com a Câmara Técnica da Assembleia Legislativa (composta por setores do comércio, indústria, lojistas e conselhos de classe de administradores, economistas e contabilistas).

Polícia Civil

O projeto institui a classe de delegado de polícia substituto na carreira Policial Civil de Mato Grosso. A mudança torna o concurso para a classe mais rápido e menos oneroso, além de tornar a progressão na carreira mais duradoura e adequada.

Cultura 

O pacote de projetos contém mudanças robustas na estrutura da Cultura em Mato Grosso. São quatro propostas: Plano Estadual da Cultura, Sistema Estadual de Cultura, Fundo Estadual de Política Cultural e Conselho Estadual de Cultura.

O pacote de projetos contém mudanças robustas na estrutura da Cultura em Mato Grosso. São quatro propostas: Plano Estadual da Cultura, Sistema Estadual de Cultura, Fundo Estadual de Política Cultural e Conselho Estadual de Cultura.

O Fundo Estadual de Política Cultural passa a ter dotação orçamentária definida por percentuais mínimos de repasse da Receita Tributária Líquida: 03,% em 2017, 0,4% em 2018 e 0,5% a partir do exercício de 2019. Os recursos serão administrados pela Secretaria de Cultura.

O Plano Estadual da Cultura cria um novo marco legal da política estadual com princípios para os próximos 10 anos. O projeto define atribuições do poder público, trata do financiamento e estabelece mecanismos de monitoramento e avaliação.

Para o Conselho Estadual de Cultura, a proposta é de reformulação com mecanismos claros, públicos e democráticos de funcionamento. Composto de 16 membros titulares (metade representando a sociedade civil e a outra metade representando o poder público), o conselho deverá fiscalizar a aplicação dos recursos dos programas de apoio à cultura do Estado.

O conjunto de propostas, conhecido como CPF da Cultura, foi discutido em audiências públicas realizadas em seis regiões de Mato Grosso por um grupo de trabalho do governo estadual com a participação de um representante do Ministério da Cultura. A proposta também foi submetida à consulta pública pelo site participacaosocial.gov.br.

Jovens

O governo também contemplou os jovens no pacote enviado aos deputados, por meio da criação do Conselho Estadual da Juventude (Conjuv-MT).

O conselho será vinculado à Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas). Serão 12 representantes do Poder Executivo e 12 membros das entidades de juventude, representando a sociedade civil. Os conselheiros terão mandato de dois anos, sendo permitida uma recondução, e não serão remunerados.

Os integrantes deverão elaborar o Plano Estadual de Juventude, propondo políticas públicas que garantam a participação do jovem na economia, na política e na cultura de Mato Grosso.

A criação do órgão visa alinhar o Estado ao plano nacional, que conta com a Secretaria Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Bovinocultura

Outro projeto cria o Instituto Mato-Grossense de Carnes (Imac) para promover o desenvolvimento econômico de pesquisas e tecnologias de padronização na produção de carne e na cadeia produtiva de grãos. O objetivo é agregar valor ao produto. A proposta se baseou em um modelo já adotado no Uruguai.

Cepromat

A proposta muda a nomenclatura do Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat). O órgão passa a se chamar Empesa Mato-grossense de Tecnologia da Informação. Mas a principal mudança é orgânica: otimiza os serviços prestados na área de tecnologia de informação no Estado e melhora o atendimento ao cidadão.

A gestão das atividades de TI volta a ser de competência das secretarias de Planejamento e de Gestão para tornar o sistema mais dinâmico e eficiente.

Chamamento público

Outra proposta enviada pelo governo harmoniza a legislação estadual com uma instrução normativa das Secretarias de Planejamento, Fazenda e Controladoria.

A instrução já não previa mais a obrigação de chamamento público na celebração de convênios com transferências de recursos. Com a proposta, a lei estadual fica alinhada com essa norma.

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