CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Em meio à crise financeira que atinge todo o país, o governador Pedro Taques (PSDB) admitiu que tem executado cortes de gastos no custeio do governo para garantir o pagamento dos salários dos servidores estaduais. A economia teria chegado a 22% do custeio, no ano passado.
"Contingenciamos para que pudéssemos, este ano, pagar salários. A folha de pagamento é sagrada para nós”, ressaltou Taques.
“Nós estamos fazendo economia para atender as determinações do Tribunal de Contas em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A economia linear foi quase 22% no custeio ano passado. Contingenciamos para que pudéssemos, este ano, pagar salários. A folha de pagamento é sagrada para nós”, ressaltou, durante a entrega simbólica das contas do seu primeiro ano de gestão no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
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Além do corte de gastos, outro problema encontrado nas finanças do Estado foi o desequilíbrio entre o que é pago e o que é recebido para e pela União.
Taques afirma que, enquanto Mato Grosso repassou quase R$ 1,1 bilhão em encargos da dívida com a União em 2015, somente agora é que a União vai começar a pagar as parcelas do FEX (Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações) de 2015 que, ao todo, somarão pouco mais de R$ 315 milhões.
“Nós repassamos para a União, no ano passado, quase R$ 1,1 bilhão em encargos da dívida coma União e a União agora é que está repassando o FEX de 2015”, reclamou o governador.
“Nós repassamos para a União, no ano passado, quase R$ 1,1 bilhão em encargos da dívida coma União e a União agora é que está repassando o FEX de 2015”, reclamou o governador.
Durante a entrega das contas do governo referentes ao exercício de 2015, tanto o governador, quanto os conselheiros Antônio Joaquim e José Carlos Novelli foram unânimes ao enfatizar que o Tribunal de Contas tem acompanhado as ações do governo desde o início do ano passado, inclusive emitindo alertas e firmando Termos de Ajustamento de Gestão.
“O conselheiro Novelli, que é o relator, já vem acompanhando essas ações de gestão desde fevereiro do ano passado, então não há grandes surpresas para ser avaliado e julgado”, disse o presidente do TCE, Antônio Joaquim.
Com relação à folha de pagamento, o conselheiro José Carlos Novelli ressaltou que, no ano passado, foram emitidos vários alertas e que foi possível evitar o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal graças a um plano de providência elaborado pelo Controle Interno e com o acompanhamento do TCE.















