Assessoria

As declarações de Taques ocorreram em coletiva após reunião com governadores ainda em Goiânia.
DA REDAÇÃO
Para o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), a condução coercitiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, realizada pela Operação Lava Jato, na manhã desta sexta-feira (04.03), cria um marco na história política do país e mostra que não nenhuma pessoa acima da lei. A afirmação do governador foi feita em uma entrevista coletiva durante o Fórum dos Governadores do Brasil Central, que ocorre em Goiânia.
“Sem fulanizar a conversa, mas esta é uma data aqui é uma data importante para o Brasil, daqui a 10 anos, como nós fazemos sempre a pergunta onde você estava em tal dia há 20 anos atrás, nós faremos com esta data", disse Taques.
Conforme Taques, em 10 anos o país vai olhar para trás e ver esta data como histórica. “Sem fulanizar a conversa, mas esta é uma data aqui é uma data importante para o Brasil, daqui a 10 anos, como nós fazemos sempre a pergunta onde você estava em tal dia há 20 anos atrás, nós faremos com esta data. Como disse o governador Perillo (Marconi Perillo, governador de Goiás), penso que esta data, seja uma data importante”.
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O governador afirmou que acredita que a operação trará mais transparência às ações do governo e mostrará para à população que independentemente do cargo todos estão sob a luz da Justiça.
“Eu espero que dê em um estado mais limpo, um estado em que todos sejam iguais perante a lei. Não existe ninguém que esteja acima da lei, a lei não serve para beneficiar os amigos e nem prejudicar os inimigos. Nós todos somos iguais, quem cometeu algo ilícito tem que ser responsabilizado", afirmou o governador.
"A lei não serve para beneficiar os amigos e nem prejudicar os inimigos. Nós todos somos iguais, quem cometeu algo ilícito tem que ser responsabilizado", afirmou o governador.
Taques rechaçou a possibilidade de golpe a afirmou que a operação é fruto do bom funcionamento da democracia brasileira. “As instituições estão funcionando e isso é muito importante. O Ministério Público, a Polícia Federal, a Justiça Federal, o Congresso precisa fazer a sua parte, isso é fato. Isto mostra que a nossa sociedade e a nossa democracia está consolidada. Quem falar que isso é golpe, perseguição seja lá o que for está redondamente enganado, as instituições estão funcionando e isso é demonstração da democracia”.
Perguntado sobre se o possível impeachment poderia ser debatido durante a reunião com os governadores do Brasil Central, Taques voltou a afirmar que a medida é instrumento constitucional e não é fruto de golpe. “Esta pauta é muito importante, eu entendo que o impeachment não seja golpe é construção constitucional, mas nós precisamos falar um pouco mais do Brasil Central”.
Na manhã desta sexta-feira, foi deflagrada a 24ª fase da Operação Lava Jato na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, e em outras cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. O ex-presidente foi levado coercitivamente para depor em Congonhas.
Na última quinta-feira (03), trechos de uma possível delação premiada do ex-senador do Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral (PT), foram divulgadas pela revista Isto É. Após a divulgação do fato, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), convocou os governadores do país para uma reunião extraordinária nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto.
Está agendada ainda nesta sexta-feira uma reunião entre os governadores e Dilma. Taques, de acordo com a Assessoria dele, deve questioná-las sobre o momento político do país.














