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04 de Março de 2016, 14h:54 - A | A

POLÍTICA / LULA NO ALVO

Taques considera operação desta sexta-feira como um marco na história do país

"Quem falar que isso é golpe, perseguição seja lá o que for está redondamente enganado, as instituições estão funcionando e isso é demonstração da democracia”.

Assessoria

As declarações de Taques ocorreram em coletiva após reunião com governadores ainda em Goiânia.

As declarações de Taques ocorreram em coletiva após reunião com governadores ainda em Goiânia.

DA REDAÇÃO



Para o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), a condução coercitiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, realizada pela Operação Lava Jato, na manhã desta sexta-feira (04.03), cria um marco na história política do país e mostra que não nenhuma pessoa acima da lei. A afirmação do governador foi feita em uma entrevista coletiva durante o Fórum dos Governadores do Brasil Central, que ocorre em Goiânia.

“Sem fulanizar a conversa, mas esta é uma data aqui é uma data importante para o Brasil, daqui a 10 anos, como nós fazemos sempre a pergunta onde você estava em tal dia há 20 anos atrás, nós faremos com esta data", disse Taques.

Conforme Taques, em 10 anos o país vai olhar para trás e ver esta data como histórica. “Sem fulanizar a conversa, mas esta é uma data aqui é uma data importante para o Brasil, daqui a 10 anos, como nós fazemos sempre a pergunta onde você estava em tal dia há 20 anos atrás, nós faremos com esta data. Como disse o governador Perillo (Marconi Perillo, governador de Goiás), penso que esta data, seja uma data importante”.

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O governador afirmou que acredita que a operação trará mais transparência às ações do governo e mostrará para à população que independentemente do cargo todos estão sob a luz da Justiça.

“Eu espero que dê em um estado mais limpo, um estado em que todos sejam iguais perante a lei. Não existe ninguém que esteja acima da lei, a lei não serve para beneficiar os amigos e nem prejudicar os inimigos. Nós todos somos iguais, quem cometeu algo ilícito tem que ser responsabilizado", afirmou o governador.

"A lei não serve para beneficiar os amigos e nem prejudicar os inimigos. Nós todos somos iguais, quem cometeu algo ilícito tem que ser responsabilizado", afirmou o governador.

Taques rechaçou a possibilidade de golpe a afirmou que a operação é fruto do bom funcionamento da democracia brasileira. “As instituições estão funcionando e isso é muito importante. O Ministério Público, a Polícia Federal, a Justiça Federal, o Congresso precisa fazer a sua parte, isso é fato. Isto mostra que a nossa sociedade e a nossa democracia está consolidada. Quem falar que isso é golpe, perseguição seja lá o que for está redondamente enganado, as instituições estão funcionando e isso é demonstração da democracia”.

Perguntado sobre se o possível impeachment poderia ser debatido durante a reunião com os governadores do Brasil Central, Taques voltou a afirmar que a medida é instrumento constitucional e não é fruto de golpe. “Esta pauta é muito importante, eu entendo que o impeachment não seja golpe é construção constitucional, mas nós precisamos falar um pouco mais do Brasil Central”.

Na manhã desta sexta-feira, foi deflagrada a 24ª fase da Operação Lava Jato na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, e em outras cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. O ex-presidente foi levado coercitivamente para depor em Congonhas.

Na última quinta-feira (03), trechos de uma possível delação premiada do ex-senador do Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral (PT), foram divulgadas pela revista Isto É. Após a divulgação do fato, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), convocou os governadores do país para uma reunião extraordinária nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto.

Está agendada ainda nesta sexta-feira uma reunião entre os governadores e Dilma. Taques, de acordo com a Assessoria dele, deve questioná-las sobre o momento político do país.

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