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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

14 de Janeiro de 2014, 13h:06 - A | A

POLÍTICA / FAGUNDES AMEAÇA

\"Se Silval se sair ao Senado, deixo a base e me uno a Pedro Taques\", ameaça Fagundes

Deputado não vê possibilidade disputar vaga no Senado junto com o governador e disse que o compromisso entre ele e Silval termina junto com mandato

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Em defesa à sua candidatura ao Senado, que este ano terá apenas uma vaga para Mato Grosso, o presidente regional do PR, deputado federal Wellinton Fagundes, declara que, se o governador Silval Barbosa (PMDB) se candidatar ao posto, ele deixa a base aliada dos governos federal e estadual e se junta ao grupo do senador Pedro Taques (PDT) e do prefeito Mauro Mendes (PSB).

Em entrevista ao RepórterMT, Wellinton afirmou que com Silval candidato não vê possibilidade de ambos disputarem uma vaga ao Senado pelo mesmo grupo e negou que apoiar a oposição seria uma traição ao governo, já que o compromisso entre os dois termina junto com este mandato.

“Fizemos uma aliança para governar por quatro anos. Não fizemos compromisso para mais que isso. Não vejo possibilidade se sermos, ambos, candidatos ao Senado pelo mesmo grupo. Silval não tem obrigação de me apoiar”, frisou.

Quanto à sua aproximação cada vez maior com grupo do pré-candidato Pedro Taques, Wellinton alega que tem uma grande afinidade política com o prefeito Mauro Mendes, coordenador da campanha da oposição e que considera o apoio do prefeito da Capital, muito importante para sua eleição.

“Nós apoiamos o Mauro para prefeito e ele tem demonstrado  simpatia à minha candidatura, mas ele também apoia o Pedro Taques. Só que para mim é extremamente importante ter o apoio do Mauro e do Percival Muniz. Quem é que não quer o apoio dos prefeitos de maior representatividade no Estado?”, defendeu.

O deputado revelou ainda que já há uma articulação do senador Blairo Maggi (PR), para impedir que a direção nacional do partido o penalize caso abandone a base de Dilma, à qual os Republicanos estão aliados nacionalmente, para se unir à oposição de Taques.

“Até março tudo é discutível. Qualquer decisão agora seria muito precipitada. Mas o Blairo já disse pra eu tomar a decisão que depois ele vai conversar com a presidente Dilma”, declarou.

Na primeira reunião dos partidos da base aliada dos governos de Dilma e Silval, realizada na noite desta segunda-feira (13), além do nome de Wellinton para o Senado, o PR também apresentou o nome do ex-prefeito de Água Boa, o pecuarista Maurício Tonhá, o ‘Maurição’, para concorrer como governador.

No encontro da aliança formada entre PMDB, PT, PSD, PR, PC, PC do B, PP e PROS, foram apresentados outros quatro nomes para concorrer ao governo. Pelo PT foram colocados os nomes do ex-vereador Lúdio Cabral e do juiz Federal Julier Sebastião. Já o PSD colocou o nome do vice-governador Chico Daltro, que no caso sairia à reeleição caso Silval deixe o governo para ir ao Senado. E pelo PP o nome para compor a majoritária foi o do produtor Eraí Maggi.

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