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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

11 de Janeiro de 2014, 11h:00 - A | A

POLÍTICA / EFEITO DILMA

Se não apoiar reeleição, Taques pode ter a candidatura \'minada\'

Aliado nacionalmente à candidatura do PT, o PDT pode exigir que o apoio à reeleição de Dilma Rousseff.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Apesar de toda a ‘propaganda’ feita pelo prefeito de Cuiabá e presidente estadual do PSB, Mauro Mendes, sobre a participação do governador de Pernambuco e candidato a presidente da República,  Eduardo Campos (PSB), na candidatura de Pedro Taques (PDT) a governador de Mato Grosso, a vaga de candidato à presidência no palanque de Taques ainda não foi definida. Aliado nacionalmente à candidatura do PT, o PDT pode exigir o apoio à reeleição de Dilma Rousseff, minando a aliança em MT. 

Para o jornalista e analista político Onofre Ribeiro, Taques vai ter que escolher entre perder credibilidade e apoiar Dilma, ou enfrentar o partido, apoiando Eduardo Campos,  e sofrer as retaliações políticas.

“O Pedro não manda no partido. Nacionalmente o grupo está fechado com a Dilma. Ou ele ‘engole’ ou comete um ato de rebeldia e arca com as consequências”, frisou.
De acordo com o analista, caso o candidato não obedeça, Taques pode perder o apoio do PDT,  que pode chegar a inviabilizar sua candidatura, ou até mesmo expulsá-lo do partido.

Um grande processo de articulação, que vai causar grande ‘dor de cabeça’ a Taques, deve começar em breve para escolher o que é mais vantajoso. A decisão, porém só deve sair no último momento.

Nacional

Vale lembrar que, no cenário nacional os ânimos entre PSB e PT já estão exaltados. Em retaliação ao texto publicado na página oficial do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, os parlamentares do PSB vão passar a votar contra todos os projetos do governo na Câmara e no Senado, conforme declarou o líder do partido na Casa, Beto Albuquerque (RS).

Mato Grosso
Nesta semana, como presidente estadual do PSB, Mauro Mendes não poupou elogios a Eduardo Campos e declarou que o pré-candidato a presidente da República visite Mato Grosso ainda no primeiro semestre de 2014.
“O Eduardo é um político de grande notoriedade no cenário nacional, com diferencial da política brasileira. Tem ‘pedigree político’, tem ‘estopo’ e certamente será um grande presidente desse país. Se pudesse, o levaria a todos os municípios mato-grossenses,  mas o que é certo é Cuiabá e possivelmente os principais polos de Mato Grosso”, ressaltou.

Dois palanques

Dando continuidade a análise, Onofre ressalta que provavelmente Dilma Rousseff terá o apoio de dois candidatos ao governo em Mato Grosso.  A aposta do analista é que Lúdio Cabral (PT) também se candidate na continuidade da aliança de seu partido com o PMDB, do governador Silval Barbosa, apenas para eleger as bancadas dos partidos.
“O Silval Barbosa e o PT, provavelmente, se lançarem alguém, lançarão o Lúdio pra poder dar palanque para os deputados federais e deputados estaduais. Vamos lembrar que o PT e o PMDB vão ser partidos de Parlamentos daqui pra frente”, destacou. 

Onofre frisou que, desta forma, a candidatura com maior legitimidade seria de Taques, e a do petista ‘para inglês ver’. 

 

 

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