MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O presidente estadual do PDT, deputado Zeca Viana, deixou claro que não descarta uma aliança do grupo de oposição ao governo, representado pelo pré-candidato a governador Pedro Taques (PDT), com o grupo ‘governista’ que busca a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB) e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) . Em entrevista ao RepórterMT, o deputado destacou que a pressão nacional vem aumentando e que uma reunião de Taques ainda esta semana, pode definir uma mudança brusca.
“O senador Pedro Taques e o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, devem conversar com a presidente Dilma e vamos ver o que eles vão definir. Porque aqui no Mato Grosso o presidente nacional liberou o partido para compor com quem a gente bem entender. Agora, pode vir alguma novidade da nacional sim. Existe uma certa pressão da própria presidente Dilma que quer que estejamos juntos, inclusive o próprio vice-presidente Michel Temer (PMDB) vai ter uma conversa com o senador Pedro Taques para por o PMDB junto, então existem todas essas conversas”, relatou.
A possibilidade da mudança desagrada o presidente do partido. Para Zeca Viana, se o PDT de Mato Grosso tiver que ‘engolir’ Dilma e Silval pode perder credibilidade.
“Nós temos um discurso de oposição e somos oposição. Então de repente para ganhar uma eleição nós vamos virar situação? Eu acho que não é bem assim. Nós precisamos discutir isso dentro do próprio grupo que nós já estamos fechados para ver se a gente vai concordar com essa ideia ou não”, declarou.
Quanto à possibilidade de aderir o PR ao grupo, Viana afirmou que há um certo conflito, o presidente do partido deputado federal Wellinton Fagundes (PR) seria a favor, mas nem todos os membros compartilhariam da mesma ideia.
“ O que a gente tem observado é que existe uma certa resistência dentro do próprio PR, mas isso não sou eu que posso falar, são eles. Mas o que observei do próprio Wellinton [Fagundes], ele tem sim, vontade de andar junto com o PDT. Nesse projeto PDT”, afirmou.
Quanto ao posicionamento do senador Blairo Maggi (PR) sobre a união dos grupos, Viana diz que o senador tem conversado diretamente com Pedro Taques, mas avalia que ainda é cedo para tirar conclusões e insinua que até mesmo Blairo poderia aceitar ser candidato.
“Parece que está tendo uma pressão sobre ele [Blairo Maggi], depois dele já ter se manifestado que não quer ser candidato, mas ainda tem muito tempo, né? Eu acho que as coisas podem mudar do dia para a noite aí”, observou.
Sobre o ‘namoro’ reatado com o Democratas, do deputado federal Júlio Campos e do senador Jayme Campos, o presidente do PDT fez questão de pontuar que segue tudo em harmonia.
“ Está ótimo. Paz e amor. Eu acho que houve ali um certo ‘desentendimentozinho’ que a gente poderia ter discutido entre nós e eles optaram por falar um pouco pela imprensa e ai a coisa toma uma dimensão bem maior, mas na reunião que nós tivemos a gente discutiu pontuou os pontos. Não há desvalorização, muito pelo contrário o DEM e o PSD foram os dois partidos que primeiro conversamos”, destacou.
Com relação ao resultado da conversa entre Dilma, Taques e Lupi, o deputado destacou que só o pré-candidato a governador poderá responder no fim da semana.
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