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07 de Outubro de 2026

18 de Agosto de 2026, 13h:30 - A | A

POLÍTICA / MUDANÇA NO REGIMENTO

Por 22 votos a 1, Câmara de Cuiabá altera eleição da Mesa Diretora para 6  de outubro

Emenda à Lei Orgânica municipal é aprovada pelo plenário e transfere o pleito interno para o início de outubro, logo após as eleições

Reprodução

Vereadores aprovam mudança na data da eleição da Mesa Diretora

Vereadores aprovam mudança na data da eleição da Mesa Diretora

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A Câmara de Cuiabá aprovou hoje (18), em segunda votação, a emenda à Lei Orgânica do Município que altera a data da eleição da Mesa Diretora para o dia 6 de outubro, um dia após as eleições gerais. Foram 22 votos favoráveis e apenas um contra a mudança.

O adiamento, que cancela a votação anteriormente prevista para 25 de agosto, consolida um acordo de plenário para adequar o regimento interno à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e afastar o risco de anulação do pleito, como ocorreu em Várzea Grande.

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O entendimento em torno da nova data foi construído após o pedido de vista do vereador Chico 2000 (PL) suspender a votação da proposta original, forçando os blocos partidários a buscarem uma solução de consenso.

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Placar da votação

Como nenhum dos grupos possui individualmente o quórum qualificado de 18 votos para impor o resultado, as bancadas fecharam a data de 6 de outubro, primeira segunda-feira após o primeiro turno das eleições gerais, com o objetivo de afastar contaminações do processo eleitoral estadual no parlamento cuiabano. 

O entendimento consolidado pelos ministros da Suprema Corte estabelece que a renovação dos comandos do Poder Legislativo deve ocorrer em datas próximas ao início do respectivo ano ou mandato, respeitando o limite razoável de contemporaneidade e antecedência máxima de 90 dias da posse.

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O acerto sobre as datas ocorre em meio a uma acirrada guerra de bastidores pelo comando do Legislativo da capital. O grupo governista, liderado pela presidente Paula Calil (PL), tenta articular a liberação do dispositivo de reeleição. Por sua vez, a oposição mantida pelo vereador Ilde Taques (Podemos) sustenta um bloco unido com 13 parlamentares para barrar alterações regimentais e disputar a chapa majoritária do parlamento.

 

 

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