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01 de Abril de 2016, 17h:34 - A | A

POLÍTICA / SEM CULPA

Pivetta nega traição a Viana por trocar o PDT pelo PSB

Prefeito de Lucas do Rio Verde argumenta que se dedicou 12 anos à construção do partido e que migrou para o PSB contra a posição nacional de apoio à Dilma.

RepórterMT

Pivetta diz que decidiu pelo PSB onde tem 'amigos'.

Pivetta diz que decidiu pelo PSB onde tem 'amigos'.

MARCIA MATOS
KEKA WERNECK



Após se filiar ao PSB, sem alarde, na manhã desta sexta-feira (1), no último dia de janela partidária, o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, afirma que deixa o PDT sem culpa e sem medo de ser considerado traidor.

“Trair o que? Eu me dediquei para a vida pública e a construção de um partido por 12 anos", disse Pivetta.

“Trair o que? Eu me dediquei para a vida pública e a construção de um partido por 12 anos. Chegamos do nada, em 2005, em 2006 passamos a ter um deputado, que fui eu, depois, em 2010, o deputado Zeca Viana, e, ainda em 2010, fizemos o Pedro Taques senador. E em 2014 elegemos o governador do Estado, para acabar com a farra que estava nesse Estado. Então não me sinto traidor, nem nada. Não estou fazendo isso porque vivo de sonho. A gente está na política para servir”, justificou Pivetta.

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No início da manhã desta sexta-feira, o presidnete regional do PDT, deputado Zeca Viana, afirmou ao , que Otaviano Pivetta teria lhe garantido, que ele e o irmão dele, Adriano Pivetta, que é prefeito de Nova Mutum,  permaneceriam no PDT, mas no final da manhã a notícia da filiação surpreendeu.

Ao , Pivetta disse que antes do ato comunicpu sua decisão a Viana e em forma de respeito pediu ao PSB que sua filiação fosse em ato discreto para não "magoar". Por conta disso, o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e o presidente regional da sigla, deputado Fábio Garcia, cancelaram a viagem à Lucas do Rio Verde. "Nem a imprensa local eu chamei", disse Otaviano.

“O PDT tem sido coadjuvante e um partido de apoio. Apoia aqui, apoia ali, e nos últimos tempos a gente começou a ver que está se auto-destruindo para ficar solidário a um governo que não tem legitimidade mais. Diante de uma situação dessa eu não posso me sentir nem culpado, simplesmente vou tomar meu rumo", pontuou.

Segundo ele, realmente Viana tentou “segurá-lo” no PDT. “Mas o PDT nacional não reage a esta situação”, reclama Pivetta, se referindo à decisão da sigla de permanecer na base aliada de Dilma.

“O PDT tem sido coadjuvante e um partido de apoio. Apoia aqui, apoia ali, e nos últimos tempos a gente começou a ver que está se auto-destruindo para ficar solidário a um governo que não tem legitimidade mais. Diante de uma situação dessa eu não posso me sentir nem culpado, simplesmente vou tomar meu rumo e tentar encontrar um espaço para continuar ajudando meu Estado e esse espaço é o PSB”, comentou.

No PSB, ele acredita que vá se sentir confortável politicamente porque estará caminhando ao lado do prefeito de Cuiabá, Mauro Medes, a quem ele chama de “meu amigo”, e dos deputados Adilton Sachetti, de Rondonópolis, Fábio Garcia, que é presidente do PSB no estado, além de Oscar Bezerra, Max Russi e Eduardo Botelho. “Todos eles vieram aqui me convidar”, revelou o prefeito, de Lucas.

“Eu falei com ele da minha decisão de sair do partido e ele disse que ia me apoiar e estaremos juntos do mesmo jeito, até porque o irmão dele, Getúlio Viana, é pré-candidato em Primavera do Leste, e é do PSB”, concluiu.

No cenário nacional, além do PDT estar alinhado com Dilma, Pivetta também lamenta a saída do senador Cristovam Buarque, que migrou para o PPS. “Ele era um foco de luz para nós”.

No PDT local, Pivetta diz que não tem atritos com o também “amigo” Zeca Viana, licenciado, e a deputada estadual Maria Izaura, que está substituindo Viana na Assembleia Legislativa. “Zeca trabalhou como poucos para construir o partido”, reconheceu Pivetta. “Eu falei com ele da minha decisão de sair do partido e ele disse que ia me apoiar e estaremos juntos do mesmo jeito, até porque o irmão dele, Getúlio Viana, é pré-candidato em Primavera do Leste, e é do PSB”.

A saída de Pivetta é a segunda maior perda política do PDT de Mato Grosso, que também foi trocado pelo governador Pedro Taques, que deixou a silga, em 2015, para se filiar ao PSDB.

Adriano Pivetta permaneceu no PDT. Segundo Otaviano, ele não migrou para o PSB, nesta sexta-feira porque, de acordo com regras impostas pelo Justiça Eleitoral, teria que ter se desfiliado até ontem (quinta).

 Sobre as eleições municipais deste ano, Otaviano Pivetta diz que “não vai ser difícil” indicar uma nova liderança. “Temos um grupo político que leva Lucas no braço há 20 anos. Neste grupo, há muitos com conhecimento de política e de gestão pública. Não vai ser difícil arrumar candidato. Há alguns nomes que já estão destacados, mas o momento certo de escolher um deles será daqui a 30 dias”. 

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