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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
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19 de Fevereiro de 2014, 09h:24 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO ARARATH

PF \'invade\' casa de Éder Moraes; agentes cumprem mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal ainda não deu detalhes sobre a Operação

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



A casa do ex-secretário da Casa Civil e de Fazenda dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder Moraes (PMDB), foi  alvo de agentes da Polícia Federal durante mais uma fase da Operação Ararath nesta quarta-feira (19). A casa do empresário Fernando Mendonça também foi alvo da PF. Mendonça teria sido coordenador financeiro da campanha do senador Pedro Taques, em 2010. Ele atua no ramo atacadista.

Eder teria ficado no anda de cima da casa durante toda a busca da PF. Ainda não se sabe que tipo de material foi apreendido.  

Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, somente em Mato Grosso são 17 mandados. Goiás, São Paulo e Distrito Federal também terão mandados cumpridos.

Após a deflagração das primeiras fases da operação e da análise de grande parte do material apreendido, foram obtidos elementos que, além de reforçarem os indícios de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, indicaram o envolvimento de outras pessoas e empresas.

Apurou-se que o grupo criminoso possuía uma intensa e vultosa movimentação financeira, por intermédio de recursos de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma verdadeira instituição financeira. Averiguou-se, ainda, que esse fluxo de altos valores vai além do uso das empresas de factoring, com a utilização de outras pessoas jurídicas, entre as quais, empresas “fachada”.

A Polícia Federal não confirmou o nome dos alvos da operação.

Segundo o site FolhaMax, de Claudio Moraes, também houve buscas no apartamento do empresário Sérgio Braga de Campos, sobrinho do senador Jaime Campos e do deputado federal Júlio Campos. Braga atuaria no ramo de agiotagem.  O site diz ainda que a empresa Concremax, de Jorge Pires de Miranda, também teria sido invadida pela PF.

A ação, que investiga de lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e comércio de sentença judicial, segundo a PF, entra em sua quarta fase.  

A OPERAÇÃO

As investigações prosseguem sob segredo de justiça. A Operação Ararath foi desencadeada pela PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão no dia 12 de novembro e tenta desbaratar uma quadrilha que usa factorings como empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

No primeiro dia de operação, os federais deram buscas, na luxuosa cobertura do empresário Gércio Mendonça Jr, em um dos prédios mais caros da Capital. Segundo denúncia, os supostos esquemas envolveriam a Rede Amazônia Petróleo.

A investigação teve início em 2011, com a finalidade de apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande.

Segundo as informações, a empresa, oficialmente, encerrou suas atividades em 2012. Os recursos eram movimentados nas contas das factorings e outras empresas do grupo, entre as quais se encontra uma grande rede de postos de combustíveis da Capital.

O principal crime, segundo a PF, consiste no fato de que as empresas de factoring têm natureza estritamente mercantil, com a finalidade principal de assessoria e de compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio.

Por isso mesmo, não têm autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituição financeira. Nos últimos seis anos, foi movimentada a quantia, nas contas dos investigados, de mais de R$ 500 milhões.

Os acusados responderão pelos crimes previstos no art. 16 da Lei nº 7.492/86, cuja pena é reclusão de 01 a 04 anos e multa, e art. 1º da lei 9.613/98, com pena de reclusão de 03 a 10 anos e multa. A Polícia Federal não divulgou nome das pessoas envolvidas no esquema.

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