MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
‘Com pedras na mão’, o pré-candidato a governador, senador Pedro Taques (PDT), declarou nesta terça-feira (28), que não vê contradição em sua candidatura fazer oposição ao governo, devido ao PDT nacionalmente ser aliado da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), que em Mato Grosso é representado pelo grupo do governador Silval Barbosa (PMDB). Polêmico, Taques frisou sua independência política, afastando qualquer possibilidade de ter sua candidatura conduzida pelo PMDB.
“Eu fui eleito por um campo político diverso. Eu não fui eleito por campo um político do governador Silval Barbosa. O PDT é um partido independente. Não é um ‘puxadinho’ do PMDB . Não é um ‘puxadinho’ do PT e eu não sou ‘Maria vai com as outras’. Eu não sou um senador que possa dizer que seja representante do governador lá em Brasília. Eu sou representante do estado de Mato Grosso”, alfinetou.
Quanto à pressão que pode vir da executiva nacional do PTD para que apoie a presidente Dilma Rousseff, Taques evita o assunto relatando apenas que tudo será discutido em uma reunião no dia 5 de fevereiro.
Vejo com naturalidade que o senador Jayme Campos (DEM) busque sua eleição para o Senado
“Eu sou presidente do PDT no Centro-Oeste. Eu defendo que o PDT entregue o Ministério do Trabalho e Emprego e discuta com a base o que nós queremos”, ressaltou.
Para Taques, o apoio do PDT ao PT, que foi fechado na campanha anterior (2010), não tem necessidade de continuar em 2014.
“O Brasil avançou. Nós precisamos avançar. Mas eu tenho uma tese que defenderei nesse encontro e só revelarei lá. Até em respeito aos membros da executiva”, declarou.
Nessa defesa da tese de liberdade partidária, nos estados, Taques deve tentar garantir que seu palanque não seja cedido somente à Dilma para presidente e buscar incluir o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o senador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).
Sobre o enfraquecimento do grupo com a possível perda do Democratas e até mesmo do PR que nem chegou de fato a compor com o PDT, o pré-candidato parece não se abalar definindo a situação como um processo natural.
“Vejo com naturalidade que o senador Jayme Campos (DEM) busque sua eleição para o Senado, assim como o deputado federal Welinton Fagundes (PR), porque eu já sou senador da República e não me cabe tirar o sonho de ninguém. Agora mais do que discutir quem será eu prefiro debater o que nós queremos”, destacou.
















