KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Uma semana antes do início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, aproveitou seu discurso, durante a abertura da IX edição do projeto Ribeirinho Cidadão, nesta sexta-feira (12), para 'disparar' contra os corruptos que foram, e que segundo ele, continuarão a ser 'pegos' pelo MPE.
“Foram ex-secretários de Estado, ex-presidente da Assembleia, que fizeram um Carnaval com o dinheiro público deste Estado. Não um Carnaval familiar, mas um Carnaval do uso indevido do dinheiro público", ressaltou.
“Foram ex-secretários de Estado, ex-presidente da Assembleia, que fizeram um Carnaval com o dinheiro público deste Estado. Não um Carnaval familiar, mas um Carnaval do uso indevido do dinheiro público", ressaltou.
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Em suas palavras que destacaram a idoneidade dos membros do MPE, diante de diversas autoridades públicas, entre elas o governador Pedro Taques (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), Prado deixou claro que o MPE irá continuar a 'enquadrar' aqueles que seguem fora da lei.
"E nós vamos continuar com o apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, limpando o estado de Mato Grosso. Doa quem doer. Sangre a quem sangrar".
Para ele, o dinheiro desviado do erário pelos citados nas investigações do Gaeco deveria ter sido utilizado na limpeza de rios, na saúde, educação e em estradas. Mas foram depositados em bancos internacionais ou nos bolsos de corruptos envolvidos.
"E nós vamos continuar com o apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, limpando o estado de Mato Grosso. Doa quem doer. Sangre a quem sangrar".
A CPI
A CPI do MPE surgiu depois que o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, condenado a 69 anos de prisão por uma série de crimes contra o sistema finananceiro, afirmou aos deputados estaduais, durante oitiva na CPI da Copa, que ele mesmo teria articulado a negociação de diversas cartas de crédito emitidas pelo Estado a membros do MPE, e que estas teriam sido 'vendidas' acima do valor usual.
O fato teria ocorrido entre os anos de 2008 e 2009. A CPI então investiga possívesis irregularidades na emissão e venda dos documentos a cerca de 40 membros do MPE.
A CPI do MP será presidida pelo deputado estadual Max Russi (PSB), tendo como relator o deputado Leonardo Albuquerque (PDT).
CHUMBO TROCADO
Nos últimos cinco anos, a Assembleia vem sendo um dos alvos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é a polícia do MPE. Ano passado, o Gaeco deflagrou três operações para apurar esquemas de corrupção chefiados pelo ex-presidente do Legislativo, ex-deputado estadual José Riva (sem partido).
















Carlos 17/02/2016
Comece pelo o MPE, certo procurador?!!!
Edson 15/02/2016
Essa limpeza começa dia 18 na CPI do MPE.
2 comentários