Cuiabá, 31 de Janeiro de 2023
logo

24 de Novembro de 2014, 12h:21 - A | A

POLÍTICA / NO CONEXÃO PODER

Mendes diz que não interfere em obras para não brigar com o Silval

O prefeito que argumenta não ser dado a ações “pirotécnicas” alegou que pelos seus cálculos os gastos financeiros e o desgaste de relacionamento político não compensaria a obra.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Em entrevista ao programa Conexão Poder na noite deste domingo (23), o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), deixou claro que não irá interferir na continuidade das obras da Copa, recapeando as avenidas da Prainha e do CPA, que com as intervenções para a construção do VLT tiveram o asfalto danificado e os canteiros removidos.

O prefeito, que argumenta não ser dado a ações “pirotécnicas”, alegou que pelos seus cálculos os gastos financeiros e o desgaste de relacionamento político não compensaria a obra.

“Eu como engenheiro e como prefeito, mas acima de tudo como engenheiro, conheço um pouco de obra e não vejo lógica nenhum em pegar a Prainha inteirinha, aterrar ela todinha, asfaltar ela todinha, porque isso é uma obra que vai custar um dinheiro razoável, para daqui dois, três meses ter que fazer essa obra, e logo em seguida começar a desfazer de novo. Então, eu não vejo razoabilidade nenhuma em fazer esse tipo de atitude”, declarou.

"Político quando briga perde é a sociedade. Meu foco é resolver problema".

Em suas declarações, o prefeito frisou que tem cobrado resultados, mas afirma que não irá “brigar” com o Estado.

“Se eu começar a fazer medidas espetaculosas cria um conflito. Eu simplesmente vou ficar jogando para a plateia e isso não é bom para Cuiabá. Político quando briga, quem perde é a sociedade. Meu foco é resolver problema, administrar Cuiabá e dar resultado. Fazer barulho nós sabemos que isso normalmente não é muito bom”, pontuou. 

RepórterMT

Mauro Mendes

Mendes disse que recapear a Prainha agora não compensaria.

Para Mendes, além de causar uma grande confusão com o governo do Estado, que é o responsável pela obra, a interferência poderia lhe custar uma ação na Justiça, já que a Prefeitura não é a fiscalizadora da obra e não teria poderes para tal ação.

“Gastamos muito dinheiro, e aí eu vou ser acionado por interferir numa obra que está licenciada, tem licença ambiental para fazer uma obra que tem recursos federais, uma obra que é do governo do Estado. Eu estaria fazendo ali uma bela de duma confusão e o que não ganharíamos com isso se tem um mês a mais, dois meses a mais, porque até essa obra ficar pronta vai no mês de maio”, argumentou.

De acordo com Mendes, a Prefeitura tem atuado de acordo com os mecanismos legais, que lhe são permitidos.

“Nós acionamos eles várias vezes. Vou te dar exemplos, Coronel Escolástico ficou um bom tempo ali interditado, nós acionamos, mandamos multá-los e eles foram lá e reabriram. (...) Acionamos eles, multamos eles e eles foram lá e fizeram a interligação da Prainha com a Dom Bosco, ali estava interrompido”, destacou. 

Sobre o VLT, o prefeito, que em janeiro declarou no Conexão Poder que o modal não andava nem um metro até a Copa do Mundo, voltou a criticar a condução da obra e os prazos anunciados pelo governo, dizendo que o VLT ainda deve demorar dois anos para efetivamente funcionar, de acordo com sua proposta. 

CONFIRA AS DECLARAÇÕES DE MENDES NO SEGUNDO BLOCO DO CONEXÃO PODER

 

Comente esta notícia