PATRÍCIA SANCHES
DO RDNEWS
O senador José Medeiros (PPS), em meio ao debate sobre possível troca de legenda, segue entre a cruz e a espada. De um lado, é cortejado pelo governador Pedro Taques e pelo senador Aécio Neves, presidente do PSDB, para “tucanar”.
De outro, entende que está bem articulado nacionalmente com a cúpula do PPS, tendo sido um dos articuladores da filiação de Cristovam Buarque, ex-PDT, no PPS. Argumenta para aliados que tem uma história na legenda socialista, onde é filiado há 23 anos, e que, por isso, tem dificuldade em deixar o partido, que cresce nacionalmente, mas que é “nanico” em Mato Grosso.
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Por outro lado, interlocutores relatam que o senador se mostra incomodado com a falta de espaço dentro do diretório estadual, não tendo voz ativa dentro das decisões do
O policial rodoviário federal assumiu vaga no Senado em janeiro do ano passado, após Pedro Taques ter sido eleito governador. Desde então, Medeiros passou a se articular e se posicionar, principalmente sobre ações da gestão Dilma Rousseff (PT)
PPS, que é comandado pelo prefeito de Rondonópolis Percival Muniz, propenso à reeleição neste ano.
Apesar de ser senador, ele não é integrante da Executiva. Ambos têm base eleitoral na terceira maior cidade do Estado e Medeiros chegou a receber propostas de partidos para encarar a disputa pela Prefeitura de Rondonópolis, o que o colocaria como adversário de Percival. O debate neste sentido, entretanto, esfriou.
Neste cenário, Medeiros acredita que sua carreira política pode “morrer” antes mesmo de decolar, por isso, busca pesar os prós e contras antes da decisão final, que deve ser tomada neste mês.
O policial rodoviário federal assumiu vaga no Senado em janeiro do ano passado, após Pedro Taques ter sido eleito governador. Desde então, Medeiros passou a se articular e se posicionar, principalmente sobre ações da gestão Dilma Rousseff (PT), o que proporcionou destaque. É crítico ferrenho da administração.
Justamente, por isso, apesar de convites da cúpula estadual e nacional do PMDB, ele já descartou a filiação na legenda do vice-presidente da República Michel Temer, que também o vinha assediando. Em meio ao debate sobre a troca de legendas, uma outra opção é levada em consideração pelo senador.
Ele avalia a possibilidade de se filiar ao PSD de Carlos Fávaro, vice-governador. A possível vinda do também senador Blairo Maggi (PR) para a sigla, entretanto, pode afugentar Medeiros. Ocorre que o espaço de crescimento político também ficaria restrito.
Embate jurídico
Outra coisa que tem tirado o sono de Medeiros é o fato de o Tribunal Superior Eleitoral ter reformado a decisão que extinguiu sem julgamento do mérito a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME), proposta pelo petista Carlos Abicalil, para investigar suspeita de fraude na ata das candidaturas de Taques ao Senado e de seus então suplentes Medeiros (hoje titular) e Paulo Fiuza (PV), nas eleições de 2010. A situação gera insegurança jurídica para o parlamentar.















