MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Mesmo sendo a proposta da base governista para a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB), o médico petista que é candidato ao governo do estado, Lúdio Cabral vem afirmando em seus discursos, e até mesmo em entrevistas na TV, que é contra o sistema de gerenciamento da saúde pública implantado na atual gestão. Lúdio afirma que em sua opinião o controle dos hospitais regionais por organizações sociais (OSS) foi um ‘tiro no pé’. A discordância é tanta que a extinção das OSS em Mato Grosso já se tornou uma de suas principais propostas de campanha.
"Nós vamos acabar com o modelo gerencial por OSS porque tem um custo muito alto"
“Nós vamos mudar o modelo gerencial até porque eu lutei contra o modelo gerencial adotado, mesmo sendo adotado por um governo que está no mesmo campo político que eu. Nós vamos acabar com o modelo gerencial por OSS porque tem um custo muito alto e nós precisamos fortalecer a presença dentro dos municípios”, declarou Lúdio em entrevista ao programa Conexão Poder, no último domingo (29).
Atribuindo a ‘culpa’ pela implantação das OSS seria do PP, partido do ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Estado Pedro Henry, que hoje é aliado do bloco da oposição de Pedro Taques (PDT), Lúdio ressalta que a mudança que pretende instalar seria legal e daria autonomia aos municípios para gerenciar a verba federal da saúde, o que melhoraria o atendimento no interior, desafogando na capital.
“A transferência direta de recursos é possível. Isso a legislação do SUS permite. Isso o Ministério da Saúde transfere religiosamente os recursos do custeio da saúde de todos os municípios do nosso país. A legislação assegura as condições para isso”, explicou.
O candidato afirma que por sua experiência e trajetória no atendimento direto à população a saúde pública será seu principal foco, com objetivo de ampliar as políticas públicas, principalmente no que diz questão aos 70 hospitais públicos do Estado.
















