DA REDAÇÃO
O agiota e empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, conseguiu ser ‘promovido’ de contraventor para colaborador.
Ao contrário do que fez com outros envolvidos na Operação Ararath, o Ministério Público Federal não denunciou o agiota, que foi o ‘pivô’ das investigações sobre um esquema de lavagem de dinheiro, que resultaram na Operação.
Em sua decisão, a procuradora da República, Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, alegou que o mesmo, que hoje atua como delator, colaborou com as investigações e não é considerado líder da organização criminosa.
“Durante as oitivas, o colaborador: narrou o “esquema" da organização criminosa. Quando solicitado contextualizou e explicou documentos que foram apreendidos em seu poder; confessou a prática de crimes; delatou a prática delitos, pelos demais membros da organização criminosa; entregou novos 'documentos de contundente materialidade; se mostrou à disposição para entregar novos documentos solicitados pelo MPF ou pela PF, em relação aos fatos denunciados, o Ministério Público Federal identifica que, mediante a delação do colaborador Gércio Marcelino Mendonça Junior foi possível identificar os demais coautores e partícipes da organização e as infrações penais por eles praticadas; revelar a estrutura hierárquica e a divisão de tarefas da organização e recuperar parcialmente o produto. Ademais, destacamos que Gércio Marcelino Mendonça Júnior não se enquadra na figura de líder de organização criminosa, e foi o primeiro a prestar efetiva colaboração.”, decide a procuradora.
A decisão, que caiu no conhecimento da mídia, após a quebra de sigilo do processo, pode ‘inflamar’ ainda mais a discussão política em torno dos resultados da Operação.
Nesta segunda-feira (26), em sua primeira entrevista coletiva ao sair do presídio da Papuda, em Brasília, o deputado José Riva (PSD), que foi preso pela Operação, fez duras críticas à decisão da procuradora a acusando de ter induzido ao erro o relator do inquérito, o ministro do Superior Tribunal Federal, Dias Toffoli.
De acordo com Riva, as prisões efetuadas, assim como as delações feitas por Júnior Mendonça teriam interesse político do senador e pré-candidato ao governo Pedro Taques (PDT), que através de sua influência no Ministério Público Federal estaria ‘protegendo’ Mendonça e o grupo com o qual atuaria.
Na decisão da procuradora foram denunciados o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, sua esposa Laura Teresa da Costa Dias e o secretário adjunto do Estado, Vivaldo Lopes e Luis Carlos Cuzziol, gerente do Bic Banco, que de acordo com a procuradora ocorreram habitualidade criminosa.

















salvador jr 28/05/2014
Já sabia disso, esse é o primeiro que sai numa boa \"HERÓI DA SOCIEDADE \".todo mundo vai ficar na boa curtindo sua fortuna. Falta um par de orelhas compridas para essa procuradora.BEM QUE RIVA FALOU.
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