MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O deputado federal Júlio Campos (DEM), que roubou a cena, ao se despedir da carreira política, durante a convenção partidária do Democratas, nesta sexta-feira (27), frisou que, em sua experiente avaliação, a campanha de Pedro Taques (PDT), não será “mamão com açúcar”, mas sim uma guerra contra o gigante da ‘máquina do governo’, que segundo o deputado, está preparada para gastar.
"Não se brinca com essa eleição. A maior dificuldade é enfrentar a máquina do governo porque vamos enfrentar o governo Federal, que é uma potência e não mede consequência para gastar numa campanha eleitoral. A Dilma e o PT são craques em usar a máquina pública para ganhar uma eleição. E vamos enfrentar a máquina do governo estadual, que é uma potência. O governo estadual hoje arrecada alguns bilhões mensais então quer dizer, não é fácil e também, vamos enfrentar uma estrutura de prefeitos que estão hoje na base governista. Então vai ser a guerra do Davi contra o Golias. O Pedro Taques é o “Davizinho” e o govero é o Golias ”, declarou.
“Havendo duas candidaturas da base governista e mais a candidatura alternativa dos pequenos partidos é natural que tenha o segundo turno"
Ao contrário do candidato a governador pela oposição Pedro Taques, Júlio é mais cauteloso e afirma que não descarta a realização de um segundo turno ‘apertado’, sobretudo se o deputado José Riva (PSD) realmente se candidatar a governador.
“Havendo duas candidaturas da base governista com potencialidade de voto forte e mais a candidatura alternativa dos pequenos partidos é natural que tenha até o segundo turno. Como acredito que vai haver o segundo turno para presidente da República”, frisou.
Para o deputado o perfil inovador de Lúdio Cabral também seria um dos pontos desfavoráveis para a oposição, que agora terá que lidar com um candidato que promove muita empatia e conta com um discurso populista.
“Eu acho que Lúdio é um candidato forte. Sempre disse isso nunca neguei. Nós temos que reconhecer o valor; é um jovem médico fez um desempenho brilhante quando candidato a prefeito de Cuiabá. Levou a eleição a segundo turno e acredito que o quadro muda, né”, analisou.
Já no caso de José Riva, as maiores dificuldades da oposição serão em enfrentar o reconhecimento do deputado em todo o estado e a quantidade que seu partido PSD tem de prefeitos e vereadores em Mato Grosso.
















