ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O senador Jayme Campos (DEM), entrevistado do programa Conexão Poder, do SBT, nesse domingo (15), disse que deve ser candidato à reeleição em 2014. Lembrando que ele disputará a sua vaga, já que o parlamentar encerra esta legislatura ano que vem.
Jayme lembrou que em todas as vezes que disputou uma eleição (disputou 5) sempre venceu com mais de 60% dos votos. Ele acredita que está preparado para encarar mais uma vez as urnas, já que para ele, o seu trabalho frente ao Senado Federal o credencia.
“Eu acho que é possível nós pleitearmos uma reeleição. Eu tenho que construir um ambiente saudável. Nós estamos buscando os entendimentos, já temos alguns aliados . Eu faço política debaixo pra cima, não faço política de cúpula”, comentou.
O senador negou que o DEM estaria condicionando apoio ao PDT de Pedro Taques (PDT) para o governo se ele, Jayme, fosse o candidato ao Senado. Ele argumentou que o Partido apenas reivindicou essa posição.
“Eu imagino que os Democratas têm cacife suficiente, tem musculatura. Eu imagino que um cidadão em sã consciência não ia dispensar em hipótese alguma uma possível reeleição de Jayme Campos. Eu não sou um candidato que puxa pra baixo. Eu não quero tratamento diferenciado, mas também não quero que me coloquem com candidato que não tenha a mínima chance”, observou.
BEIJO DA MORTE
Sobre a aproximação do PR com o PDT, Jayme disse que os Republicanos deveriam primeiro deixar a base do governo Silval Barbosa (PMDB) para depois construir o caminho com os partidos que já compõe a oposição.
Mas para Jayme, essa aliança pode ressuscitar outra que aconteceu há 15 anos. O senador lembrou-se da desastrosa união do irmão, Júlio Campos (DEM), com Carlos Bezerra (PMDB), em 98, quando os dois foram candidatos ao governo e senado, respectivamente, contra Dante de Oliveira (PSDB) e Antero de Barros (PSDB). “Falta de coerência política. A sociedade não é besta”, comentou.
Jayme acredita que seria necessária uma pesquisa para apontar de fato tal situação, mas argumentou que essa possível vinda do PR poderia comprometer a candidatura de Taques em 2014.
É UM ENIGMA
Jayme Campos classificou como um ‘enigma’ a posição do senador Blairo Maggi (PR) sobre ser candidato ou não ano que vem para o governo. Campos se refere ao fato de que quando Maggi deixou o governo, o ex-governador não seria candidato ao Senado.
“Pra mim ele já confessou que não tem nenhuma pretensão, mas pra mim ele tá fazendo uma reflexão. Política é como nuvem, daqui a pouco muda, ele resolve ser candidato, e aí?”, observou.
Caso essa situação seja consolidada, Jayme acredita que o cenário muda. Para ele, partidos que estão com o PDT podem sair da aliança e o mesmo aconteceria com o PR, caso Blairo saia candidato ao governo.
Perguntado se o DEM poderia fazer uma aliança com o PR e ter como candidatos na majoritária Blairo para o governo e Jayme para o senado, o senador foi evasivo. “Vamos aguardar. Nós estamos trabalhando nesse cenário. Evidentemente desde que as coisas sejam feitas de forma respeitosa e transparente, se não eu não participo”, comentou.
Jayme também admitiu que possa terminar o mandato e voltar pra casa, caso, segundo ele, seja feita uma pesquisa no início do ano para mostrar que o deputado federal Wellington Fagundes (PR) e a ex-senadora do PT, Serys Marly (PTB), estejam melhor que ele no cenário político.
“Eu sou extremamente despojado, eu não estou alucinado para ser candidato. Na medida em que eles estão num arco de aliança, daqui a pouco a Serys está melhor que eu posicionado. Se é bom pra mim, tem que ser bom pra ela”, definiu.
Jayme está de licença do Senado Federal. Ele volta a assumir a cadeira no senador no dia 1º de fevereiro de 2014. O suplente Osvaldo Sobrinho (PTB) quem vem ocupando o seu lugar.
Assista abaixo a entrevista na íntegra.
















